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Empresas “fintam” novo confinamento: há mais a conseguir manter atividade que em abril de 2020

Na primeira quinzena de fevereiro, 92% das empresas estavam em produção ou funcionamento, mais que no primeiro confinamento (82%), em abril de 2020.

Imagem de sigre por Pixabay
Imagem de sigre por Pixabay
Autor: Redação

Estarão as empresas a “sobreviver” melhor a este confinamento, face ao primeiro? Segundo um inquérito do Banco de Portugal (BdP) e do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), na primeira quinzena de fevereiro, 92% das empresas estavam em produção ou funcionamento, um valor que compara com 82% no primeiro confinamento, ou seja, na primeira quinzena de abril de 2020. Conclui-se, portanto, que há mais empresas a conseguir manter a atividade atualmente.

Relativamente ao volume de negócios, conclui-se que “62% das empresas registaram uma redução na primeira quinzena de fevereiro (face ao registado no mesmo período do ano anterior), o que compara com 81% no primeiro confinamento (-19%)”. O inquérito permite ainda concluir que 43% das empresas registaram um volume de negócios, na primeira quinzena de fevereiro, igual ao do primeiro confinamento e 24% acima do registado no primeiro confinamento.

“A redução foi superior a 50% para 19% destas empresas. Apenas 4% das empresas reportaram um aumento do volume de negócios enquanto 34% referiram que esta variável se manteve inalterada. Os setores do Alojamento e restauração e dos Transportes e armazenagem concentraram as maiores percentagens de empresas a assinalar uma redução no volume de negócios, 96% e 78%, respetivamente. Em oposição, esta percentagem foi menor no setor da Construção e atividades imobiliárias (44%). Destaca-se a percentagem de empresas com reduções no volume de negócios superiores a 75% no setor do Alojamento e restauração (55%)”, lê-se no documento.

O inquérito em causa, realizado na semana de 12 a 21 de fevereiro de 2021, indica ainda que “68% das empresas estimam conseguir permanecer em atividade por um período superior a seis meses, na ausência de medidas adicionais de apoio e nas circunstâncias atuais”. Trata-se de um valor bem superior ao registado no primeiro confinamento (25%).

No que diz respeito ao número de pessoas empregadas, 38% das empresas registaram uma redução no pessoal efetivamente a trabalhar na primeira quinzena de fevereiro, o que compara com 60% no primeiro confinamento (-22%). “58% das empresas tinham um número de trabalhadores em layoff/apoio à retoma progressiva, na primeira quinzena de fevereiro, igual ao do primeiro confinamento, 23% superior e 18% inferior ao do primeiro confinamento”, lê-se no inquérito.

De referir ainda que, relativamente ao trabalho remoto, 72% das empresas tinham um número de trabalhadores em teletrabalho, nos primeiros 15 dias de fevereiro, igual ao do primeiro confinamento, sendo que 17% das empresas tinha mais pessoas neste regime em comparação com o primeiro confinamento.