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Estes sete portugueses integram o top 25 europeu dos maiores beneficiários de fundos comunitários

Há dois empresários portugueses no top cinco: Fernando Campos Nunes, dono da Visabeira, e António Mota, dono da Mota-Engil.

Imagem de martaposemuckel por Pixabay
Imagem de martaposemuckel por Pixabay
Autor: Redação

São sete os empresários portugueses que integram o primeiro ranking feito a nível europeu sobre as 25 pessoas mais beneficiadas pelos fundos comunitários entre 2014 e 2020. Fernando Campos Nunes, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da Visabeira, e António Mota, presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil, surgem no top cinco, ocupando o terceiro e quarto lugares, respetivamente, com 76,6 milhões e 72,6 milhões de euros. A lista é liderada pelo casal indiano Mittal – beneficiaram de 101,1 milhões de euros de fundos europeus através de 17 empresas que controlam em seis países.

Segundo o Expresso, o ranking em causa foi elaborado pelo Centre for European Policy Studies (CEPS) a pedido da comissão de controlo orçamental do Parlamento Europeu, tendo sido analisados dados de cerca de 600 mil beneficiários do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), do Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo de Coesão. Isto com o objetivo de identificar quem são os maiores beneficiários finais destes fundos comunitários.

De referir que o beneficiário direto é a empresa, organismo público ou pessoa que surge na lista como a recebedora dos fundos europeus. Já o beneficiário final é a pessoa que, direta ou indiretamente, controla mais de 25% das empresas que são beneficiários diretos dessas verbas comunitárias, escreve a publicação.

Estes são os sete empresários portugueses que constam no ranking:

  • Fernando Campos Nunes (3º). Em causa estarão 76,6 milhões de euros recebidos através das seguintes empresas: 2Logical - serviços de consultoria farmacêutica; Ambitermo - engenharia e equipamentos térmicos; Cerutil - cerâmicas utilitárias; Empreendimentos Turísticos Monte Belo - sociedade de turismo e recreio; Faianças artísticas Bordalo Pinheiro; MOB - indústria de mobiliário; Pinewells; Ria Stone, fábrica de louça de mesa em grés; VAA - empreendimentos turísticos; Viatel - tecnologia de comunicações; Vista Alegre Atlantis;
  • António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota (4º). São 72,6 milhões de euros recebidos através das empresas: MESP - Mota Engil, serviços partilhados administrativos e de gestão; Manvia - manutenção e exploração de instalações e construção; Algar, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Suldouro, Valorlis ou Valorsul.
  • Rui Paulo Fernandes Rodrigues (7º), com 51,4 milhões de euros através das seguintes empresas (em Portugal e na República Checa): I.M.A. -Indústria de Moldes de Azeméis; IGM - Indústria Global de Moldes; Inplas - Indústrias de Plásticos; M.D.A. - Moldes De Azeméis; Plastaze - Plásticos de Azeméis; Simoldes – Aços; Simoldes – Plásticos e Simoldes Plásticos Czech.
  • Mário Nuno dos Santos Ferreira (16º), com 33,8 milhões de euros, através das empresas Douro Heritage, Monumental Palace Hotel e Mystic Adventure.
  • Hugo Emanuel da Silva Vagos Bole (21º) e Dulce Cristina Lourinha Araújo (22º), ambos com 29 milhões de euros, através das seguintes empresas comuns: Edurumos Educação; Ensiprof - Ensino e Formação Profissional; EPB - Escola Profissional de Braga; Ruiz, Costa & Filhos e Rumos Educação.
  • Maria Fernanda de Oliveira Ramos Amorim (24º), com 27,4 milhões de euros, através de empresas em Espanha (Francisco Oller Sociedad Anonima, Surodis e Trefinos) e das seguintes empresas em Portugal: Amorim Cork Composites; Amorim Cork Flooring; Amorim Cork Insulation; Amorim Florestal; Amorim Subertech; Grõwancork - Estruturas Isoladas Com Cortiça; Reginacork - Indústria e Transformação de Cortiça; e Socori - Sociedade de Cortiças de Riomeão.