Bruxelas reforça verba do PRR português em 1.100 milhões de euros

Total de fundos do PRR sobe para 14,9 mil milhões de euros. Portugal deve implementar metas pendentes até agosto de 2026.
PRR em Portugal reforçado
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, e Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia Getty images
Lusa
Lusa

A Comissão Europeia anunciou no final da semana passada ter desembolsado mais 1,1 mil milhões de euros para Portugal no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), elevando-se o total para 14,9 mil milhões de euros.

“Portugal receberá 1,1 mil milhões de euros para impulsionar a transformação digital nos setores da saúde e da educação, modernizar a gestão das finanças públicas e melhorar a eficiência dos seus sistemas judicial e fiscal. O investimento financiará também medidas de combate à pobreza energética e de transição para uma indústria com baixas emissões de carbono”, elenca o executivo comunitário em comunicado divulgado em Bruxelas.

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Com o aval de Bruxelas agora dado ao pedido de pagamento de Lisboa, submetido em 23 de janeiro de 2026, o total de fundos desembolsados pela Comissão Europeia ao abrigo do PRR a Portugal atinge 14,9 mil milhões de euros.

O desembolso surge na sequência do parecer favorável do Comité Económico e Financeiro do Conselho, uma vez que os pagamentos ao abrigo do PRR são baseados no desempenho e dependem da execução dos planos nacionais.

“Tendo em vista o encerramento do mecanismo no final de 2026, os Estados-membros devem implementar todas as metas e objetivos pendentes até agosto de 2026 e apresentar os últimos pedidos de pagamento até ao final de setembro”, pede ainda a Comissão Europeia na nota divulgada esta sexta-feira.

Ao todo, o PRR português tem um valor de 22,2 mil milhões de euros, com 16,3 mil milhões de euros em subvenções e 5,9 mil milhões de euros em empréstimos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência.

Atualmente, a taxa de execução do plano é de 60%.

O Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, surgiu para fazer face às consequências económicas da pandemia de covid-19 e entrou em vigor em 2021, com um total de 800 mil milhões de euros (a preços correntes). Estão em causa 650 mil milhões de euros a preços de 2021.

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