Quase 60% da energia na UE é importada – Portugal é mais dependente

Petróleo é a principal categoria de produtos energéticos importados para a UE, revela Eurostat. Gás natural é a segunda.
Energia importada para UE
Eurostat

A Europa vê-se a braços com um novo choque dos preços da energia provocado pelo agravamento do conflito no Médio Oriente, que está a ameaçar a inflação e até o crescimento económico. A verdade é que a União Europeia (UE) continua muito dependente da importação de petróleo e gás natural oriundos de outros países, uma vez que, em 2024, quase 60% da energia da UE foi importada. A taxa de dependência da energia importada é ainda maior em Portugal. 

“A taxa de dependência das importações de energia na UE foi de 57% [em 2024], o que significa que quase 60% das necessidades energéticas da UE foram satisfeitas por importações líquidas”, lê-se no boletim do Eurostat publicado esta quarta-feira, dia 18 de março. 

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Mas a taxa de dependência da energia importada variou muito entre os países da UE. Os níveis mais elevados foram encontrados em Malta (98%), Luxemburgo (91%) e Chipre (88%), enquanto a menor dependência foi observada na Estónia (5%), Suécia (27%) e Letónia (29%). 

Portugal encontra-se a meio da tabela com a taxa de dependência de energia importada em cerca de 65% em 2024. Mas revelou um bom despego energético internacional nos últimos 20 anos, uma vez que a sua dependência em 2004 era bem superior, de 84%.

“Em 2024, a principal categoria de produtos energéticos importados foi o petróleo e derivados (incluindo petróleo bruto, que é o principal componente), representando 67% das importações de energia da UE, seguida pelo gás natural (24%), combustíveis fósseis sólidos (4%), eletricidade (3%) e energias renováveis ​​(2%)”, descreve ainda o Eurostat.

Mas de onde vieram os produtos energéticos importados para a UE? A maior parte do petróleo e derivados veio dos EUA (16%), o gás natural veio principalmente da Noruega (30%) e a maior parte das importações de combustíveis fósseis sólidos (principalmente carvão) teve origem na Austrália (31%).

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