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Entrega do IRS arranca hoje: tudo o que tens de saber para nada falhar

Brooke Cagle on Unsplash
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Autor: Redação

É chegada a hora de acertar contas com o Estado. A maratona do IRS arranca esta segunda-feira, 1 de abril de 2019, e termina a 30 de junho – este ano os contribuintes terão três meses para entregar a declaração de impostos às Finanças. Mas não é preciso ir a “correr” submeter o documento. Os primeiros contribuintes a preencher o IRS funcionam como espécie de teste em ambiente real, para que o Fisco possa “afinar” o sistema. Mais vale fazer tudo bem. E, para isso, conta com a ajuda do idealista/news.

Antes de mais, vamos às datas. O prazo de entrega (1 de abril a 30 de junho) é válido para todos os contribuintes, independentemente da categoria de rendimento: ser pensionista, trabalhador por conta de outrem, trabalhador a recibos verdes ou apresentar outros rendimentos.

Reembolso em 11 dias

A entrega é feita através da internet e o Governo espera fazer o reembolso do IRS automático em 11 dias – podes consultar aqui quem está abrangido.  Ainda assim, é quase indiferente entregar a declaração na primeira ou segunda semana, em termos de prazos, uma vez que o dinheiro deve chegar à conta dos contribuintes ao mesmo tempo.

Os casais que reúnam todas as condições para serem abrangidos pelo IRS automático verão o Fisco calcular-lhes o imposto pelo regime da tributação em separado caso não validem nem recusem esta declaração durante o período de entrega do IRS. O melhor é ficar atento e calcular as vantagens do regime de tributação conjunto ou em separado.

Se não estiveres abrangido pela declaração automática terás de proceder à entrega “manual” da declaração do Modelo 3 de IRS (categoria A ou H). E aqui também há avisos para os casais, que devem testar todas as possibilidades antes de avançar com a entrega. Na prática, o melhor é a fazer bem as contas.

Neste artigo preparado pelo idealista/news ajudamos-te a fazer o preenchimento caso a caso: desde rendas a recibos verdes, até aos benefícios fiscais para filhos a estudar fora.

Mais municípios a dar desconto no IRS

Este ano há 129 municípios a fazer o desconto automático, incluindo 24 autarquias que optaram por não receber qualquer receita do Estado pelo IRS arrecadado nos seus territórios, devolvendo o valor na sua totalidade aos habitantes. 

Para saberes qual é o caso do teu município deves consultar o mapa que o idealista/news preparou, com base em informação oficial da Autoridade Tributária. Basta procurares o nome da tua autarquia.

Filhos até 25 anos entram no IRS dos pais

A possibilidade de os pais colocarem os filhos que já trabalham na sua declaração anual existe, mas tem alguns limites, nomeadamente no que diz respeito ao valor auferido. Podem entrar os dependentes até 25 anos que não tiveram auferido mais de 8.120 euros em 2018, o que equivale ao valor de 14 salários mínimos no ano passado.  

Este ano, pela primeira vez, foi criado um espaço no IRS onde as famílias com filhos a estudar a mais de 50 quilómetros de casa podem indicar essa sua situação e com isso beneficiar de uma majoração nas despesas de educação. Este ano a dedução de 30% das despesas com educação e formação por cada elemento do agregado familiar pode ir até aos 1.000 euros, se as famílias tiverem jovens a estudar fora. 

Faltam faturas? Ainda vais a tempo

O prazo para verificar as despesas gerais familiares e os encargos com benefício por exigência de fatura terminou em fevereiro, mas ainda vais a tempo de acrescentar faturas noutras categorias, como saúde, formação e educação, ou encargos com imóveis e lares. Para isso, é necessário ter todos os comprovativos relativos a esses gastos. Desta forma é possível recusar os valores que aparecem pré-preenchidos e substituir por outros.

É mais uma forma de os contribuintes evitarem perder benefícios a que têm direito. O ideal será mesmo confirmar todos os valores das despesas relativas a 2018 e assim maximizar o reembolso do Fisco.