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Investimento imobiliário pode superar os 1,2 mil milhões este ano

Gtres
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Autor: Redação

Os investidores em imobiliário português estão bastante otimistas quanto à evolução do mercado imobiliário nacional, estando dispostos a investir em produtos com maior perfil de risco num ano. Um cenário que acontece num ano que pode ser histórico para o investimento imobiliário. Em causa estão conclusões do primeiro Barómetro IPD/JLL, que terá uma regularidade semestral.

Segundo a consultora JLL, que se apoia no documento, mais de 70% dos investidores inquiridos espera que o volume transacionado em 2015 seja superior a 1,2 mil milhões de euros, depois do primeiro semestre do ano ter já registado um investimento na ordem dos 800 milhões.

Paralelamente, há uma maior confiança no mercado e na própria evolução da economia, o que é visível nas estratégias de investimento destes players, dos quais cerca de 50% considera investir ou em ativos por reestruturar ou em ativos com desocupação.

Estas são algumas das principais conclusões do Barómetro IPD/JLL, produzido pelo IPD, entidade de referência na avaliação da performance do investimento imobiliário, e pela consultora JLL. Participam no painel do Barómetro IPD/JLL as seguintes entidades: Banif Gestão de Ativos, BPI Gestão de Ativos, ECS, Explorer, Fidelidade, Fundger, GNB Gestão de Ativos, Internos Global Investors, Montepio Valor, Mundicenter, Norfin, Selecta, Silvip, Sonae Sierra e Square Asset Management.

O documento conclui ainda que 28% dos investidores continua a preferir alocar o seu capital para ativos de renda garantida enquanto cerca de 50% está agora disposto a assumir maior risco nas suas estratégias de investimento – destes, 25% refere pretende investir em ativos por reestruturar e 24% em ativos com alguma desocupação.

Sobre o segmento escritórios, os bons níveis de procura, associados à escassez de produto de qualidade, configuram boas perspetivas para a evolução da renda prime, que os investidores consideram vá terminar o ano nos 19 euros por m2 por mês, mais que os 18,25 euros registados em 2014.

As perspetivas também são positivas no retalho, com a maioria dos inquiridos a antecipar aumentos da afluência aos centros comerciais (83%), do volume de negócios dos retalhistas (83%) e do consumo (75%).

“Os mercados ocupacionais estão em franca recuperação, principalmente nos escritórios e no retalho, assim como a economia, o que tem levado a um forte crescimento do investimento. A perceção dos investidores é que se deverá continuar a crescer nos principais indicadores, o que somado à dimensão do mercado e à escassez que já começa a sentir-se nos produtos prime, tem levado a estratégias de investimento com maior perfil de risco. Isto num ano em que o investimento até ao final do primeiro semestre já soma 800 milhões de euros e, por isso, bem posicionado para superar níveis históricos”, disse Pedro Lancastre, Diretor-Geral da JLL Portugal.