Coimbra: vai nascer uma rua (Via Central) nos terrenos onde iria passar o Metro Mondego

O projeto para a criação da Via Central (Foto: Público).

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai preencher os terrenos que resultaram das demolições para a passagem do Metro Mondego na Baixa da cidade com a criação de uma Via Central, permitindo também o trânsito automóvel.

A criação desta ligação, além de aumentar a mobilidade no centro da cidade, vai “eliminar uma área de degradação urbana, contribuindo para a melhoria de um espaço vasto” que está inserido na zona de proteção classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, revelou a autarquia.

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Segundo o Público, os vários quadrantes políticos consideram que é urgente intervir nos terrenos que resultaram das demolições. Já a forma de o fazer não gera consenso. O ponto foi aprovado na reunião do executivo camarário com a abstenção do vereador da CDU e com o voto contra do vereador do movimento Cidadãos por Coimbra. Apesar de votar favoravelmente, o PSD levantou igualmente reservas em relação ao projeto para a Via Central.

As demolições para instalar o canal destinado à passagem do Metro Mondego naquela zona tiveram início em 2005. Na via entre a avenida Fernão de Magalhães e a Rua da Sofia deveria, segundo o projeto do sistema de metro ligeiro, passar uma linha de metro que ligaria a beira-rio aos Hospitais da Universidade de Coimbra, escreve a publicação.

Em reunião de câmara, realizada segunda-feira, o presidente da autarquia, Manuel Machado, referiu-se ao projeto como sendo de natureza “rodo-ferroviária”, essencial para “consolidar vários compromissos assumidos”. Mas o vereador do movimento Cidadãos por Coimbra, José Augusto Ferreira da Silva, apontou para a declaração de impacte ambiental, que “colocou claramente a questão de que o canal se destinava apenas a ferrovia”. O vereador receia que o canal acabe por servir o transporte rodoviário.

O socialista Manuel Machado lembrou que o projeto aprovado segunda-feira tem em consideração a eventualidade da instalação de carris. “[Esta intervenção] contempla a futura instalação deste [do metro], criando condições facilitadoras à sua construção e diminuindo-lhe os respetivos custos”, adiantou a CMC.

O projeto prevê ainda o alargamento para cinco metros da via para permitir a circulação no sentido avenida Fernão de Magalhães – rua da Sofia, sendo a obra acompanhada pela Sociedade Metro Mondego.

De referir que o Orçamento do Estado (OE) para 2016 prevê uma verba de 2,1 milhões de euros para o Sistema de Mobilidade do Mondego, mas a opção para o projeto a ser seguida pelo Governo ainda não é clara.

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