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Zona devoluta em Guimarães vai dar lugar a habitação e comércio (e quiçá a uma universidade)

O projeto prevê ainda a construção de 17 lotes de habitação, novas ruas e um supermercado.

Foto: Feliciano Guimarães/ Creative Commons Attribution 2.0 Generic
Foto: Feliciano Guimarães/ Creative Commons Attribution 2.0 Generic
Autor: Redação

Habitação, comércio e talvez uma universidade. Este é o plano que fará renascer um quarteirão devoluto com cerca de 65.000 metros quadrados (m2) em Guimarães. A proposta aparece “desenhada” no contrato de urbanização estabelecido pela Câmara Municipal, a imobiliária HJF, dona do terreno, e a sociedade Irmãdona, que é responsável pela cadeia espanhola de supermercados Mercadona em Portugal.

O documento, aprovado na reunião de executivo municipal, aponta para a criação de três vias rodoviárias que deverão limitar a área onde irão nascer os novos edifícios, segundo conta o Público, que avança a notícia. O vereador municipal para o urbanismo, Fernando Seara de Sá, citado pela publicação, adianta que estas vias podem ser construídas num “prazo de um ano ou de um ano e meio” a partir da assinatura do contrato, permitindo o descongestionamento de algumas zonas.

O objetivo é avançar o mais rápido possível com as ruas, para que os empreendimentos possam arrancar. A Irmãdona, por exemplo, vai ter um terreno de 7.500 m2 para construir um supermercado com 4.000 m2 e 200 lugares para estacionamento. O projeto prevê ainda a construção de 17 lotes de habitação.

Do quarteirão deverão desaparecer as fábricas antigas, nomeadamente a Fábrica do Cavalinho, a Jodimonte e a Herculano & Pimenta, imóveis desativados que, segundo o vereador do urbanismo, “estão a funcionar como rolhas ao desenvolvimento da cidade”. A maioria vai ser demolida, à exceção da  Fábrica do Arquinho, que está em ruínas, e que deverá ser requalificada para dar lugar ao futuro Departamento de Engenharia Aeroespacial da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.