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Travão nos vistos gold: investimento cai 43% em julho para 56 milhões de euros

Foram atribuídos 108 vistos “dourados”, 98 dos quais por via da aquisição de bens imóveis (37 na compra de imóveis para reabilitação urbana).

Mark Kamalov on Unsplash
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Autor: Lusa

Em julho, o investimento captado através dos vistos gold – Autorização de Residência para Investimento (ARI), na designação oficial – recuou 42,9% em termos homólogos e 37% face ao mês anterior, para 56 milhões de euros. Foram atribuídos ao todo 108 vistos gold: 98 por via da aquisição de bens imóveis (37 na compra de imóveis para reabilitação urbana) e 10 através do critério de transferência de capital.

Segundo as contas da Lusa, que se baseia nas estatísticas do SEF, a compra de bens imóveis em julho totalizou 50,3 milhões de euros (a reabilitação urbana ascendeu a 13,1 milhões de euros) e a transferência de capitais 5,7 milhões de euros.

Por nacionalidades, 21 dos 108 golden visa, como também é conhecido este mecanismo, foram concedidos a cidadãos chineses. Seguem-se na lista EUA (12 vistos), Brasil (9), Vietname (8) e Líbano (7).

No acumulado do ano, o montante captado por via dos vistos gold ascendeu a 439 milhões de euros, uma queda de 37% face aos primeiros sete meses de 2019. De referir que no primeiro semestre foram atribuídos 808 vistos gold.

Um programa com mais de sete anos

Em mais de sete anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 –, o investimento acumulado até julho passado totalizou 5.431.263.518,27 euros, com a aquisição de bens imóveis a somar 4.908.676.856,49 euros. Do total de investimento em compras de imóveis, 248.497.089,08 euros correspondem ao requisito de aquisição tendo em vista a reabilitação urbana. Já os vistos atribuídos por transferência de capitais totalizaram 522.586.661,78 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 9.015 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019 e 808 em 2020.

Até julho, em termos acumulados, foram atribuídos 8.487 vistos gold por via da compra de imóveis, dos quais 690 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos continuam a totalizar 501 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho (nos últimos meses não tem sido registado qualquer visto atribuído por esta via).

Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.652), seguida do Brasil (956), Turquia (433), África do Sul (370) e Rússia (340).

Desde o início do programa foram atribuídas 15.431 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 808 em 2020.