Península Ibérica regista 1.384 milhões em investimento em retalho

O volume investido no 1º trimestre do ano fez com que os dois países, em conjunto, liderassem o investimento em retalho na Europa.
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Portugal e Espanha, em conjunto, conseguiram superar mercados como o Reino Unido e a Alemanha no que respeita ao investimento em retalho, durante o primeiro trimestre deste ano. O volume de 1.384 milhões de euros transacionados posiciona a Península Ibérica como a principal região da Europa em investimento no setor.

De acordo com os dados da JLL, Portugal contribuiu com 340 milhões de euros investidos em retalho durante o período em análise, fruto do grande interesse de investidores internacionais pela Península Ibérica que têm ganho confiança na região devido ao crescimento económico acima da média europeia, à forte dinâmica turística e à estabilidade geopolítica.

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“A Península Ibérica é um dos mercados mais atrativos para o investimento em retalho na Europa. O capital institucional, os gestores de investimento e os patrimónios privados observam o setor com muita atenção. Ambos os mercados reúnem a massa crítica, a estabilidade e os fundamentos necessários para liderar a captação de capital na Europa. O mercado português caminha, além disso, para uma maior integração e cada vez mais investidores e gestores estão a criar plataformas de ativos”, revela, em comunicado, Augusto Arrochella Lobo, Head of Commercial Capital Markets da JLL Portugal.

Centros comerciais e retail parks impulsionam setor 

O portefólio de centros comerciais e retail parks, como o GaiaShopping, o ArrábidaShopping e o Matosinhos Retail Park, consolidou o dinamismo do setor do retalho, graças aos sólidos fundamentos macroeconómicos e aos níveis altos de ocupação. Devido ao crescimento do consumo privado, o setor em Portugal deu início, este ano, a uma dinâmica muito positiva, como indicam os dados do INE: as vendas no retalho (exceto em combustível) cresceram 4,4% no primeiro trimestre do ano, comparativamente a período homólogo. Este crescimento foi impulsionado tanto por produtos não alimentares (+5,1%) como por produtos alimentares (+3,6%).

No que respeita ao comércio de rua em Lisboa e no Porto, registou níveis elevados de procura, com o turismo e a restauração a impulsionarem fortemente o segmento na capital, enquanto a cidade Invicta reforça a sua atratividade junto de marcas internacionais. Com a forte procura registada, por parte dos operadores, as rendas prime têm-se mantido em máximos históricos, atingindo os 155 euros por metro quadrado por mês (euros/m2/mês) no Chiado e os 90 euros/m2/mês na Rua de Santa Catarina. Já os supermercados sofreram um aumento nas rendas, chegando aos 16 euros/m2/mês para ativos ‘standalone’.

Procura por ativos de qualidade suportam o setor em 2026

Para o resto do ano, as perspetivas para o mercado português do retalho vão permanecer positivas, dada a contínua procura por ativos de qualidade, a evolução do retalho experiencial e a crescente integração entre os canais físicos e digitais. 

A maior parte da atividade de investimento deverá continuar a concentrar-se em centros e parques comerciais e o segmento alimentar e de supermercados continuará a ganhar relevância entre investidores e operadores. São os investidores privados e os gestores de fundos que continuarão a liderar o investimento, embora o interesse por parte de investidores institucionais esteja a aumentar.

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