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Imobiliário concentra mais de um terço dos desempregados por causa da pandemia

Silas Köhler on Unsplash
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Autor: Redação

Em julho, havia 407.302 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 37% que no mesmo mês do ano passado. Face a fevereiro, mês anterior à chegada da pandemia da Covid-19 a Portugal, verificou-se um aumento de 29%, o que significa que 91.740 portugueses perderam o emprego e inscreveram-se nos centros do IEFP nos últimos cinco meses. Deste aumento de quase 92 mil desempregados, mais de um terço (34.872) estavam ligados ao setor das atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio. É neste setor, portanto, que se encontra a maior fatia do total de novos desempregados.

De acordo com as contas feitas pelo ECO, apesar de ser o setor do alojamento, restauração e similares a registar o aumento homólogo (96,7%) mais significativo do número de desempregados, é no setor do imobiliário, atividades administrativas e serviços de apoio que se concentra atualmente a maior fatia de indivíduos inscritos nos centros de emprego (105.149).

Por outro lado, é no o setor da eletricidade, gás e água, saneamento, resíduos e despoluição que se encontra atualmente o menor número de desempregados inscritos no IEFP: 1.253 indivíduos, ou seja, 0,4% do universo total registado em julho.

Segundo a publicação, o turismo foi uma das áreas que mais sentiu o impacto da crise pandémica, já que, entre fevereiro e julho, o setor do alojamento, restauração e similares “ganhou” quase 13 mil desempregados inscritos no IEFP, tendo passado de 29.220 indivíduos em fevereiro para 42.137 em julho.

Apesar de em termos homólogos continuar com quebras significativas, este setor verificou, no mês passado, um decréscimo (-3,5%) dos desempregados, na variação em cadeia. Significa isto que há atualmente menos 1.530 desempregados nos centros de emprego que em junho.