A promoção do equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar tem-se tornado cada vez mais relevante na agenda política europeia e nacional. Foi neste contexto que o Instituto Nacional de Estatística (INE) procurou saber como estão as famílias a conciliar a vida profissional com a vida familiar. Uma das principais conclusões é que quase 25% das mulheres empregadas alteraram o trabalho para dar apoio à família em 2025.
Os resultados do Inquérito ao Emprego sobre “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”, realizado pelo INE em 2025 a 7.825 mil pessoas, revelam que 28,9% das pessoas dos 18 aos 74 anos tinham responsabilidades de prestação de cuidados a filhos ou netos menores de 15 anos.
A maioria das pessoas que pessoas que cuidam regularmente de filhos menores de 15 anos (57,3%), não recorriam a serviços de acolhimento para todas as suas crianças, sobretudo, porque os cuidados eram assegurados pelo próprio ou pelo cônjuge (47,6%).
Mas como é que a prestação de cuidados regulares pode afetar o emprego? O INE revela que “24,2% das mulheres empregadas com responsabilidades de prestação de cuidados a familiares indicaram ter alterado a sua atividade profissional para melhor a conciliar com a vida familiar”, lê-se no boletim divulgado esta terça-feira, dia 30 de junho. Só 14% dos homens fez alterações no trabalho para conciliar com a família.
Quase 40% dos cuidadores empregados referiram ter obstáculos no seu trabalho que condicionam a conciliação deste com a vida familiar, o maior dos quais é o horário de trabalho longo (11,8%), seguido pela imprevisibilidade do horário ou horário atípico (9,3%), pelo trabalho exigente ou cansativo (8,9%) e pelas deslocações muito demoradas (6,0%).
A licença parental – que permitiu interromper o trabalho - foi usada por mais de três em cada quatro pessoas dos 18 aos 54 anos que criaram, pelo menos, um filho. Enquanto “81,3% dos homens que tiraram uma licença parental estiveram ausentes ao trabalho durante um máximo acumulado de 2 meses, 91,5% das mulheres que tiraram licenças parentais interromperam a sua vida profissional durante um mínimo de 2 meses”, detalha o INE.
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