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Prémio idealista 2021: Jorge Yeregui por “Comunidades”

Autor: Redação

artista Jorge Yeregui (Santander, 1975), que foi o vencedor do “Prémio idealista 2021”, apresenta o projeto “Comunidades”, uma reflexão sobre o espaço urbano a partir das suas próprias ferramentas de design e comunicação.

Esta exposição, com curadoria de Elisa Hernando e coordenação da equipa Arte Global, inclui um conjunto de 50 desenhos, quatro obras de videoarte e uma intervenção site-specific do artista.

A obra de Jorge Yeregui interpreta a evolução da paisagem à medida que avança a relação do homem com o aquilo que o rodeia. Atualmente, a forma como observamos as coisas está a passar por uma notável transformação na passagem, do descobrimento ao reconhecimento, de tal forma que é quase impossível observar com um olhar inocente. O artista explora este modo de construir e representar a paisagem, propondo uma reflexão sobre a perceção e a maneira como construímos o conhecimento daquilo que nos rodeia. Os seus projetos transcendem a estética da paisagem e minam a confluência de fatores naturais, culturais e sociais que a condicionam.

Jorge Yeregui é um artista visual, arquiteto e professor na Escola de Arquitetura de Málaga. O seu trabalho investiga a construção da paisagem e a transformação do território. A relação entre a arquitetura e o meio ambiente,ou a influência dos mercados no crescimento urbano, são alguns dos seus temas de interesse.

A sua obra está representada em importantes coleções como o Ministério da Cultura da Espanha, o Centro Andaluz de Arte Contemporânea, a Fundação Coca Cola, o Centro de Fotografia da Universidade de Salamanca, a Fundação Cajasol, a Coleção da Fundação Botín, a Coleção New Pilar Citoler e a Coleção DKV.

Jorge Yeregui

1. Comunidades

Composto por 18 bandeiras publicitárias gigantes, as que se utilizam para decorar os stands de vendas, que formam 6 imagens fragmentadas de situações domésticas em que aparecem pessoas e uma projeção de como seria o espaço habitado.

Yeregui pretende que o espetador se possa identificar e projetar sobre um espaço, sendo este o principal objetivo das infografias e fotomontagens que os promotores imobiliários usam para divulgar os seus projetos. São representações que avançam a imagem de espaços ainda em construção e que pretendem transmitir aos seus potenciais clientes como será a vida neste local. Costumam focar-se nas zonas comuns e nos serviços incluídos no empreendimento, oferecendo um “espaço público” alternativo à rua, mais seguro e controlado. Essas projeções idealizadas, além de oferecerem uma imagem cuidada do espaço construído, recriam pequenas situações domésticas que se conectam com os desejos de quem as contempla.

Jorge Yeregui

2. Figurantes

“Figurantes” é composto por 50 pequenos desenhos vetoriais, selecionados a partir de centenas de imagens semelhantes, com 49 figuras humanas e um animal doméstico como moradores do empreendimento que se (re)apresenta neste projeto.

Estes blocos de CAD funcionam como objetos independentes dentro do programa informático, normalmente organizados em bibliotecas e incorporando uma série de características predefinidas. Desta forma, uma vez finalizado o projeto urbano ou arquitetónico, os mesmos podem ser inseridos facilmente nas plantas, ajustando parâmetros como escala e localização.

Apesar de que inicialmente eram utilizados como escala nos projetos, a variedade e o nível de pormenores de hoje em dia, ajudam a “humanizar” as plantas, representando verdadeiras cenas urbanas que, apesar do desenho técnico, pretendem incorporar no espaço desenhado uma certa qualidade ambiental.

Jorge Yeregui

3. Um enquadramento cativador

A proliferação de diferentes leis e decretos que promovem e regulamentam a presença de árvores nas cidades denota a crescente importância que a vegetação urbana vem adquirindo nas últimas décadas. Não apenas como elemento de purificação do ar ou de sombra, mas também pela sua conotação simbólica como imagem de uma preocupação generalizada com o meio ambiente.

Nesse contexto, hoje em dia, arquitetos e urbanistas incorporam nos seus projetos representações de árvores, bairros, ruas e edifícios cada vez mais elaborados. Um enquadramento atrativo começa com a compra de uma árvore 3D na internet, para a qual são obtidos um arquivo e uma licença de uso, para posteriormente incorporá-la a uma animação virtual que é apresentada em escala real no espaço expositivo. Ele gira num fundo PNG abstrato, exibindo uma composição detalhada de formas e texturas que mudam dependendo da iluminação.

Jorge Yeregui

 

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