Pandemia tira mais de 1.000 euros por mês aos profissionais da construção civil

Quebras médias no rendimento mensal devido à crise. E um quarto dos profissionais está sem trabalhar, segundo um inquérito da Fixando.
Pandemia tira mais de 1.000 euros por mês aos profissionais da construção civil
Photo by Etienne Girardet on Unsplash

As obras nunca pararam em Portugal devido à Covid-19, mas os profissionais do setor da construção civil dizem-se muito afetados pela crise gerada pela pandemia. A maioria (62%) fala de ter registado quebras no rendimento mensal na ordem dos 1.000 euros, sendo que em média, cada profissional perdeu 1.365/mês por mês, segundo um inquérito levado a cabo pela Fixando, entre os dias 22 de junho a 2 de julho.
 
O inquérito mostra ainda que 24% dos profissionais estão sem trabalhar, devido ao abrandamento que se verifica no mercado, ou seja, em junho houve menos trabalho ainda que em abril e maio e que os trabalhos de hoje são bem mais pequenos que o habitual, segundo um comunicado da plataforma.
 
A Fixando revela ainda que observou um crescimento na procura de serviços relacionados com a construção, na ordem dos 38% no segundo trimestre de 2020 quando comparado com o mesmo período em 2019.
 
Os serviços mais procurados na área da construção, segundo a mesma fonte, foram a Certificação Energética, Serviço de Limpeza, Jardinagem e Relvados, Remodelações e Construção, Estofadores e Pintura.
 
“Estes resultados, revelam, por um lado, o crescimento da procura de serviços tradicionalmente mais pequenos, com um custo por hora superior ao dos projetos maiores e, por outro, a transição abrupta para o digital e a emergência das plataformas de contratação de serviços como alternativa às formas de negócio habituais. Ainda que este modelo de negócio não seja adoptado por muitos dos profissionais ligados à construção, frequentemente mais inflexíveis perante o digital quando comparados com profissionais de outras áreas, verificamos no online uma esperança para a recuperação deste setor de negócios e também uma oportunidade para novos negócios, mais seguros e com maior volume monetário”, analisa Alice Nunes, diretora de Desenvolvimento de Negócio da Fixando, citada na mesma nota de imprensa.

Publicidade

Para poder comentar deves entrar na tua conta