Extensão do metro de São Sebastião até Alcântara com luz verde

Projeto de expansão da linha vermelha do metro de Lisboa vai avançar. Mas agência do ambiente apontou algumas condicionantes.
Extensão do metro de Lisboa
Estação de São Sebastião, Lisboa wikimedia_commons

O projeto de expansão do metro de Lisboa tem sido alvo de duras críticas por parte dos moradores das freguesias de Campo de Ourique e na Estrela que estão preocupados com os impactos gerados pelas obras. Mas o projeto que vai prolongar a linha vermelha de São Sebastião até Alcântara já teve luz verde por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), embora com algumas condicionantes. Este é um passo fundamental para que a obra avance.

O que é que o projeto de extensão da linha vermelha do metro de Lisboa traz de novo para a cidade? No final de 2025, neste novo trajeto do metropolitano de cerca de 4 quilómetros ficarão disponíveis quatro novas paragens de metro nas:

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  • Amoreiras;
  • Campo de Ourique;
  • Avenida Infante Santo;
  • Alcântara.

Ao projeto de extensão do metro de Lisboa - que terá um custo previsto de 304 milhões de euros –, a APA não apontou alterações substanciais aos termos técnicos e ambientais, refere o Público. Mas ressalvou que o projeto está sujeito a algumas condicionantes, sobretudo, no fim da linha, em Alcântara, que termina num troço em viaduto por cima do acesso à Ponte 25 de Abril, onde vai ser instalada a Estação de Alcântara.

As condicionantes no troço final da linha vermelha são...

Junto ao Baluarte do Livramento e na zona de Alcântara - onde está prevista a construção do viaduto -, a APA considera que o programa funcional deverá ser “clarificado” e sugere uma “aposta numa estratégia de minimização das áreas a demolir, incluído as instalações da Casa de Goa (na salvaguarda dos paramentos das muralhas existentes) e da antiga vila operária (pelo seu valor de memória)", lê-se na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) publicada pela APA no final de agosto.

Sobre este ponto, a agência propõe ainda uma “revisão do projeto, de modo a assegurar que a sua construção, preferencialmente em túnel mineiro, não afetará a integridade do troço da muralha de cronologia anterior à fortaleza seiscentista, objeto de escavação e valorização nos anos 90 do século XX”, diz ainda.

“Relativamente à Estação Alcântara deve ser demonstrada a viabilidade da sua localização no ramo de Acesso à Ponte 25 de Abril, em resultado da articulação com as entidades competentes nesta matéria, designadamente a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes e a Infraestruturas de Portugal”, refere o mesmo documento. Em concreto, a APA pede um estudo de tráfego para “avaliar os impactos do projeto” a este nível.

Além disso, a agência do ambiente quer ainda que este projeto de extensão do metro de Lisboa "preveja uma adequada requalificação dos espaços e demais integração paisagística”.

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