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CGD vende crédito de 100 milhões sobre a Comporta a norte-americanos

Autor: Redação

A Armory Merchant, “private equity” dos EUA, já tem um acordo para a compra do crédito que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem sobre o fundo Herdade da Comporta. Em causa está uma dívida de pouco mais de 100 milhões de euros que o banco estatal consegue, assim, recuperar.

O acordo entre a CGD e a Armory foi confirmado por David Storper, cofundador da gestora de “private equity”, e por Asher Edelman, antigo banqueiro em Wall Street que hoje se dedica a negociar arte e é parceiro da “holding” norte-americana neste negócio. “É verdade”, disse Edelman em declarações ao Jornal de Negócios, salientando que “tem sido um prazer negociar com a CGD”.

Com a concretização do negócio, prevista para final deste mês ou início de maio, a Armory e Edelman passarão a ser os maiores credores do Herdade da Comporta - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado (FEIIF). Com a vantagem do empréstimo estar garantido por uma hipoteca que abrange a quase totalidade dos ativos imobiliários e de desenvolvimento turístico daquela área da costa alentejana. Uma rede de segurança de que os novos credores continuarão a beneficiar e que, no final do ano passado, estava avaliada em 255 milhões, escreve a publicação. 

Desta forma, os investidores norte-americanos terão uma palavra decisiva no futuro da Comporta, já que ficarão com direitos sobre os ativos do fundo que gere a componente imobiliária e turística da herdade. 

Já a compra do fundo Herdade da Comporta pode revelar-se uma tarefa mais complexa, visto que este processo continua sem clarificação – a maioria do capital do FEIIF, 56,6%, é detida pela Rioforte, que está em processo de insolvência no Tribunal do Luxemburgo.  

Para a CGD, este negócio permitirá recuperar o empréstimo a um fundo controlado por uma empresa em insolvência. Uma situação que bloqueou os projetos para a Comporta devido à falta de investimento e financiamento.