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Sherlock à conquista de Portugal: imobiliária promete comissão fixa abaixo do mercado

A equipa da Sherlock, em Lisboa / Sherlock
A equipa da Sherlock, em Lisboa / Sherlock
Autor: Redação

Primeiro Lisboa, depois o Porto e Algarve, e quiçá o sul da Europa em 2020. Estes são os planos da nova plataforma imobiliária Sherlock, uma startup proptech que quer “acordar” o mercado tradicional imobiliário português e simplificar o processo de compra e venda de imóveis com recurso à tecnologia. A imobiliária promete uma taxa fixa de 3.999 euros que permitirá uma poupança média de 12.400 euros aos vendedores, bem como a redução do tempo de venda habitual de seis meses para um mês e meio.

Menos de um ano depois do “soft launch” na Web Summit 2018 – onde fez a sua primeira aparição pública – a Sherlock anuncia oficialmente o seu lançamento em Portugal, prometendo apresentar muito em breve uma ferramenta de inteligência artificial de avaliação instantânea de propriedades para vendedores, para que o processo de compra ou venda de imóveis seja mais simples e acessível.

A agência imobiliária não vai utilizar o modelo padrão de comissões baseadas em percentagens, mas cobrar uma taxa fixa de 3.999 euros. Diz a empresa que, em Lisboa, - onde deu impulso ao negócio -, poupa aos vendedores cerca de 12.000 euros num preço médio por apartamento de 260.000 euros. Valores que comparam “com agentes que, normalmente, cobram 5% mais de IVA resultando em 15.990 euros de comissão pelo mesmo apartamento”, refere em comunicado.

A empresa conta atualmente com mais de 60 propriedades espalhadas pela Grande Lisboa e já vendeu propriedades em São Bento, Almada, Costa da Caparica, Algés, Laranjeiras e Estefânia, entre outros. A empresa tem como objetivo expandir o negócio para o Porto, Cascais, e para o Algarve antes do final do ano – o Sul da Europa também está nos planos da startup, mas só em 2020.

Clientes podem poupar mais de 2 milhões em comissões

Os clientes que estão, de momento, presentes na plataforma, poderiam “poupar um total de até 2 milhões de euros, baseado em mais de 60 propriedades, com o valor total de mercado de 32 milhões”, diz a Sherlock. Com planos para ganhar 5% do mercado nos próximos três anos, a Sherlock tem potencial para poupar aos clientes mais de 35 milhões em comissões anualmente.

Fundada em Lisboa em 2018 por quatro empreendedores britânicos, a Sherlock quer “revolucionar” a indústria imobiliária e trazer “justiça e transparência” para o setor da velha guarda. Em menos de um ano, a empresa cresceu de 4 fundadores para uma equipa de 10 pessoas, todos localmente empregados em Lisboa.

Imobiliária vai lançar ferramenta de inteligência artificial

A empresa vai apresentar muito em breve uma ferramenta de inteligência artificial de avaliação instantânea de propriedade para vendedores – vai denominar-se “MySherlock”. A plataforma, diz a empresa, “será o fio condutor para o processo para os compradores e vendedores”.

Este poderá registar-se na “MySherlock”, receber uma avaliação através de inteligência artificial da sua propriedade e gerir todos os seus documentos num só local, tendo a possibilidade de ter o imóvel presente em mais de 40 portais. Segundo a Sherlock, o seu sistema permitirá “vender uma propriedade em metade do tempo do que o normal, que, em média leva 6 meses”.

“Depois do sucesso do soft launch no final de 2018, estamos muito contentes por anunciar o nosso lançamento oficial com a nova ferramenta de inteligência artificial de avaliação instantânea que estamos a criar em resposta ao elevado nível de exigência para uma mais rápida e eficiente forma de avaliar casas,” refere Philip Ilic, um dos cofundadores da Sherlock.