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Mediadores imobiliários falam em quebra de procura associada ao Covid-19

Inquérito da APEMIP conclui que 97,4% das empresas registaram uma quebra da procura no último mês.

Maria Ziegler on Unsplash
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Autor: Redação

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) está bastante pessimista relativamente ao impacto do novo coronavírus no setor imobiliário, nomeadamente no que diz respeito ao negócio da compra e venda de casas. Um inquérito realizado pela própria associação às mediadoras conclui que há quebras na procura e nos negócios.  

Segundo o estudo, 97,4% das empresas declararam ter registado uma quebra da procura no último mês. E mais: 78,1% afirmaram que os seus clientes desistiram dos negócios que tinham em curso e 20,5% destes chegaram mesmo a desistir da compra após a celebração do Contrato de Promessa de Compra e Venda (CPCV).

Para Luís Lima, presidente da APEMIP, os números “demonstram que a atividade está praticamente parada”. “A grande maioria das empresas suspendeu a atividade, indo ao encontro da regulamentação e aplicação do Estado de Emergência decretado. Por mais criativas que as empresas possam tentar ser, aderindo a novas plataformas tecnológicas para fazer visitas virtuais, este é um negócio que só se realiza com pessoas e com visitas. Ninguém compra uma casa vendo só as suas fotografias e vídeos na internet. O setor está praticamente parado e não há teletrabalho ou ‘take away’ que nos ajude a resistir”, acrescentou, em comunicado.