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Portugueses investem em imobiliário em 2020: responsáveis por 83,3% das transações da Remax

Em ano marcado pela chegada da pandemia, a mediadora transacionou imóveis a investidores de 101 nacionalidades estrangeiras, sobretudo a brasileiros.

Autor: Redação

Os portugueses estão a investir forte no imobiliário em Portugal, mesmo em tempos de pandemia da Covid-19. Continuam a ser, de resto, quem mais está a comprar ou a arrendar casa no país, segundo a Remax, tendo sido responsáveis, em 2020, por 83,3% das transações da mediadora, com Lisboa, Porto e Setúbal a serem os distritos mais relevantes nos resultados globais. 

A mediadora revela, em comunicado, que encerrou o ano com um volume de preços na ordem dos 4,6 mil milhões de euros, relativos a 62.103 transações, a maioria (76,3%) das quais de compra e venda de imóveis. Trata-se de uma descida, face a 2019, de 11,6% e 8,5%, respetivamente.

“Ainda assim, os resultados alcançados nos primeiros dois meses do ano, com crescimentos na ordem dos 15% e da recuperação a partir de maio, permitiram à rede atenuar as quebras”, lê-se no documento. 

A mediadora revela ainda que, no ano passado, foram transacionados imóveis a investidores de 101 nacionalidades estrangeiras. Os brasileiros são, pelo quarto ano consecutivo, quem mais negoceia imobiliário com a Remax, representando 5,2% do total do volume transações. Seguem-se os clientes franceses (1,4%) e os angolanos (1,1%).

Foi em Lisboa que a mediadora negociou mais transações de imóveis no ano passado: 25.163, o que corresponde 40,5%. Porto (13,3%), Setúbal (11,5%), Braga (5,8%) e Faro (4,7%), Santarém (3,9%), Leiria (3,7%), Coimbra (3,4%), Aveiro (3,3%) e Viseu (1,9%) completam o top dez. 

De referir, ainda, que os apartamentos e as moradias foram os dois tipos de propriedade que a rede Remax mais comercializou em 2020, representando 61,8% e 22,4% do total, respetivamente. 

“Tivemos a capacidade de nos adaptar e ser resilientes”

Segundo Beatriz Rubio, CEO da Remax, “o ano de 2020 começou com muita vitalidade no setor imobiliário”, tendo depois havido, com a pandemia, “um abrandamento da atividade do mercado, sentida na segunda metade do mês de março e em abril”. “Contudo, nos meses seguintes começou a ser desenhada uma linha de recuperação (…). Aumentámos a nossa capilaridade com novas agências, um pouco por todo o país e também novos agentes para reforço das suas equipas no acompanhamento aos clientes. Tivemos assim a capacidade
de nos adaptar e ser resilientes a um novo contexto,
reforçando a nossa aposta em fatores determinantes para a atividade imobiliária: a tecnologia, um uso mais acentuado de canais digitais nas vendas de imóveis e a formação contínua”, comenta.

Relativamente a 2021, responsável diz que “as perspetivas para o setor imobiliário são positivas, atendendo a um conjunto de fatores”, como por exemplo a estabilização dos preços, a imagem reforçada de resiliência que o setor ganhou o ano passado, as baixas de taxas de juro e a liquidez bancária para concessão de crédito. “Depois de um ano atípico, acreditamos que este será um ano mais favorável para o mercado imobiliário português”, conclui Beatriz Rubio.