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Remax “finta” a crise: mais de 10 mil transações imobiliárias desde a pandemia

Imobiliária atingiu 827,5 milhões de euros de volume de preços em plena pandemia de Covid-19.

Autor: Redação

As imobiliárias estão a sentir “na pele” os efeitos da pandemia da Covid-19, mas não atiraram a “toalha ao chão” durante os últimos meses, usando e abusando da digitalização, por exemplo. No caso da Remax, desde que vigorou o estado de emergência, a 19 de março, até ao fim da segunda fase do plano de desconfinamento, a 31 de maio, atingiu 827,5 milhões de euros de volume de preços, que resultam de 10.769 transações imobiliárias (arrendamento e compra/venda), tendo vendido 4.769 imóveis. 

“Num mercado que dá sinais de abrandamento devido ao contexto de pandemia, a Remax antecipa uma recuperação do mercado”, refere em comunicado a mediadora, acrescentando que, à semelhança de anos anteriores, os portugueses foram, neste período, quem mais comprou ou arrendou a casa (82,3%). Entre os estrangeiros, os brasileiros foram os mais ativos, sendo responsáveis por 576 transações que representam 5,4% do peso total. Chineses e franceses, 1,3% e 1,2%, respetivamente, completam o pódio.

Segundo Beatriz Rubio, CEO da Remax, a realidade que se vive atualmente no país “é notoriamente diferente da perspetivada no final de 2019”. “Mas à medida que a situação evoluiu a Remax foi capaz de antecipar um conjunto de procedimentos e linhas de ação adaptadas à conjuntura. Após decretado o estado de emergência, a segunda metade de março, em contraste com a primeira, representou uma quebra nos indicadores económicos que registávamos pré-pandemia. O mercado abrandou, é um facto inegável, contudo a Remax manteve-se sempre proativa e resiliente e reforçou a aposta em fatores vitais para a atividade: a tecnologia, um uso mais acentuado de canais digitais nas vendas de imóveis e a formação contínua”, explicou.

Lisboa lidera ranking

No que diz respeito ao número de transações consumadas entre 19 de março e 31 de maio, Lisboa lidera o top 10 dos concelhos mais ativos, com 1.282 transações, 11,9% do total registado pela imobiliária. 

Seguem-se Sintra (7%), Cascais (3,8%), Almada (3,5%), Oeiras (3,2%), Loures (2,7%), Amadora (2,5%), Vila Franca de Xira (2,4%), Odivelas (2,2%). “No total, os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa representam 43,46% dos imóveis transacionados pela rede nesta fase”, explica a Remax.

De referir ainda que, no período em causa, o site da Remax registou 5,3 milhões de visitas, que se traduziram em mais de 73 mil contactos. E mais: abriram, em pouco mais de dois meses, 13 novas agências, tendo sido recrutados mais 1.204 novos consultores.