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Regresso aos escritórios: como redesenhar os espaços de trabalho?

O Club Office da Vitra, na Suíça, tem espaços desenhados às novas necessidades.

Regresso ao escritório
https://www.vitra.com/
Autor: Redação

Voltar ao escritório é já uma realidade para muitos. Mas depois de um ano e meio a viver num cenário pandémico que arrastou milhares para o teletrabalho, os escritórios passaram a ser vistos de um modo diferente. Chegou a hora de readaptar estes espaços de trabalho a uma nova realidade e às novas necessidades. E neste desafio o design de interiores pode ajudar e muito.

O mundo do trabalho nunca mais será o mesmo depois da pandemia da Covid-19. O estudo do Observatório da Sociedade Portuguesa revelou em junho que 80,4% dos portugueses inquiridos admitiu querer continuar em teletrabalho. E mostrou ainda que 77,9% dos portugueses gostava de trabalhar a partir de casa até quatro dias por semana, leu-se ainda no estudo a que a Lusa teve acesso.

Esta clara mudança nas preferências sobre o trabalho requer uma transformação dos escritórios à sua medida. A Vitra, famosa empresa de design de interiores pelas suas cadeiras e não só, tem estudado esta transformação no seu projeto de investigação sobre o mundo dos escritórios. E, em resultado, nasceu o Club Office, em Birsfelden, na Suíça.

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Este é um espaço especialmente pensado para cumprir as necessidades dos trabalhadores num cenário pós-pandémico. Primeiro, a Vitra identificou três tipos de trabalhadores: os residentes, os que regime hibrído equilibrado e os nómadas, que apenas precisam de estar presentes alguns dias em cada três/quatro meses, escreve o Público.

E foi a pensar nestes perfis e nas necessidades futuras da empresa que a Vitro desenhou três áreas principais do escritório: as zonas públicas em espaço abertos; as semipúblicas, onde há salas de reuniões e um pequeno anfiteatro, e as zonas privadas. Todas estão equipadas com mesas, cadeiras e sofás com designs particulares, confortáveis e flexíveis. Christian Grosen, chief design officer da Vitra, explicou ao mesmo jornal que para tentar “acolher vários tipos de modelo de trabalho, é muito importante que cada lugar seja transformável em segundos num lugar de trabalho produtivo”.

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E é também uma oportunidade de negócio, já que os elementos decorativos desenhados para o Club Office podem ser reproduzidos para outras empresas que os procuram. Um exemplo é a chamada 'Dancing Wall' de Stephan Hürlemann, uma parede multifuncional, que pode ser ao mesmo tempo um quadro, um jardim vertical ou um lugar para pôr cabides.