O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, no Porto, está a ser transformado num megacomplexo que irá integrar escritórios, galerias e equipamentos públicos, num investimento na ordem dos 40 milhões de euros. A reabilitação e construção, a cargo da Mota-Engil, deverão ficar concluídas ainda este ano. Após essa fase, a empresa prevê alienar a totalidade da sua participação na concessão - atualmente detida a 100% por um período de 30 anos - mantendo-se no espaço na qualidade de inquilina.
O M-ODU, cujo projeto arquitetónico é de autoria partilhada entre o atelier japonês Kengo Kuma & Associates - responsável por redesenhar o novo Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM) - e o gabinete português OODA, vai combinar escritórios com uma vasta área cultural, social e de lazer, a qual vai incluir um museu, uma galeria municipal, espaços de restauração e de bem-estar, entre outros.
“O que vai acontecer, e que está expectável que seja no último trimestre de 2026, é que uma boa parte destes edifícios sejam ocupados pelas empresas do grupo Mota-Engil”, segundo explicou ao idealista/news, Mafalda Ferreira, Community Manager do M-ODU. No entanto, tal como avança o Jornal de Negócios, a construtora deverá permanecer no espaço apenas como arrendatária.
O projeto conta com uma área de 600 metros quadrados (m2) para uma zona de restauração principal, complementada por uma cafetaria e um quiosque e uma área de bem-estar com estúdios e espaços de tratamento.
“Estamos a falar de um projeto que tem 26.000 metros quadrados (m2), com área ocupada de 20.000 m2. Dentro desta zona, haverá uma área cultural de 8.000 m2 com espaços que vão ser geridos diretamente pela câmara municipal, como o museu, Galeria Municipal, residência para artistas… Também é importante referir que este projeto inclui uma nova esquadra para a Polícia de Segurança Pública, que está aqui ao lado numa esquadra muito pequena, sem grandes condições. E também vai acolher a Fundação Manuel António da Mota”, acrescentou a responsável.
Um dos elementos arquitetónicos em destaque é a cobertura deste novo polo cultural, empresarial e comunitário localizado na parte oriental da cidade do Porto. Trata-se de uma camada leve, que parece pairar sobre os edifícios e que se inspira no conceito japonês komorebi, que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.
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