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Haverá falta de casas em Lisboa e Porto dentro de cinco anos, diz CPCI

Aposta na reabilitação é essencial para contornar a situação.
Autor: Redação

Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), exige da parte do Governo maior dedicação ao tema reabilitação urbana, salientando que a mesma a nível europeu “é de 36% do volume” enquanto “em Portugal é de 6,7%”. Segundo o responsável, “daqui a quatro ou cinco anos vai haver falta de casas em determinadas zonas do país”, como por exemplo em Lisboa e Porto.

Citado pelo Jornal de Negócios, Reis Campos adiantou que “o mercado de arrendamento precisa de 60 mil fogos”, sendo que os “120 mil fogos que existem são essencialmente nas periferias de Porto e Lisboa”. “Pergunto: As pessoas querem ir para lá? Estamos condenados a que haja falta de habitação para arrendar no centro de Lisboa e do Porto. Por isso é importante que a reabilitação avance. Até porque é consensual. Não há ninguém no país que seja contra”, referiu.

De acordo com o líder da CPCI, calcula-se que, em Portugal, são necessários “em termos de reabilitação para habitação 26 mil milhões de euros”. “Estamos a falar de 1,5 milhões de fogos que precisam de obras de reabilitação, que são 29% dos que existem. Temos reabilitação para 12 anos, a níveis interessantes para o stor, que colmatavam o investimento público que não temos”, explicou.

Reis Campos critica ainda a banca, sublinhando que esta “fez mal ao setor” e que é atualmente o responsável pelo maior volume de crédito malparado. “Durante muitos anos a banca apostou no setor da construção e imobiliário, mas num determinado momento entendeu fechar a torneira”, frisou, anotando que o setor da construção e imobiliário tem seis mil milhões de crédito malparado.