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Luís Lima: “Vendemos imóveis com qualidade e não passaportes ou vistos”

“As casas e a construção portuguesa têm muita qualidade”. A garantia é dada por Luís Lima, presidente da CIMLOP (Confederação da construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa) e da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal), ao idealista News. “Em Portugal vendem-se imóveis com qualidade e não passaportes ou vistos. Nós vendemos imobiliário”, diz.

Segundo o responsável, o que diferencia os programas existentes em Portugal dos de outros países, nomeadamente a nível de vistos gold, é o produto que o país vende, “que é muito credível”. “Por isso é que quase todo o investimento feito em vistos gold é em imobiliário. E esta é a tendência”, conta, salientando que este programa – os vistos gold são atribuídos mediante a compra de casas acima de 500 mil euros – “ajudou muito a reanimar o setor imobiliário”.

E os números falam por si. De acordo com Luís Lima, que marcou presença no Fórum da Lusofonia na Construção, Imobiliário e Segurança, realizado esta terça-feira na Tektónica - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, no primeiro trimestre do ano, “14% de todo o investimento imobiliário já é de estrangeiros”. “Fizeram-se 3.500 negócios com estrangeiros, num total de 24.000 transações. Prevejo que o investimento imobiliário este ano andará à volta de 1,5 mil milhões e dois mil milhões de euros”, revela.

Lei das rendas é insuficiente

Entretanto, e em declarações ao Diário Económico, Luís Lima diz que a nova lei das rendas, que entrou em vigor em novembro de 2012, “não tem o que é necessário”. “O Governo anterior, quando caiu, divulgou um programa para apoiar o arrendamento e a reabilitação. Andámos três anos a negociar essa lei com o Governo, que tinha benefícios fiscais para o setor. E quando o Governo caiu, caiu tudo. Voltámos a estar mais dois anos em negociações com o novo Governo. E só há cerca de um ano é que saiu uma nova lei para dinamizar o mercado de arrendamento, e que não tem o que considero necessário. E só agora é que o programa de reabilitação está a ser finalizado”, conta.

A solução passa por “não coletar os impostos sobre a posse” e sim “sobre o rendimento”. “E devia existir dedução no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Desde que a pessoa declarasse esse rendimento em sede de IRS, aquilo que paga pela posse de IMI devia ser dedutível”, frisa.