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“Casa Eficiente 2020” pode financiar obras em 12.000 casas em todo o país

Casa Eficiente 2020
Casa Eficiente 2020
Autor: Redação

Tornar as casas mais eficientes é um dos objetivos do Governo, que através do programa “Casa Eficiente 2020”terá um financiamento de 200 milhões de euros para o período de 2018 a 2021 – visa tornar as casas portuguesas mais acolhedoras e eficientes. As estimativas apontam para que 12.000 habitações venham a ter obras de beneficiação e que os custos médios das mesmas rondem entre 12.500 e 13.000 euros.

As previsões foram dadas por Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, durante a sessão de apresentação do programa, na sexta-feira (13 de abril), na qual também participaram João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, e Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação.

“A estimativa das 12.000 habitações decorre de um valor médio de intervenção na ordem dos 12.500, 13.000 euros por habitação. O mais importante é que não há restrições” em termos geográficos, alertou Pedro Marques, salientando que o programa, por não estar integrado em áreas de reabilitação, “pode chegar a muito mais gente, a todo o território nacional”.

O governante salientou também o facto de todas as pessoas se poderem candidatar, quer vivam num apartamento, numa moradia ou num condomínio. Também as empresas proprietárias de edifícios destinados a fins habitacionais podem concorrer ao programa.

Vamos apoiar a melhoria da eficiência energética e hídrica das habitações particulares individualmente consideradas”, referiu o ministro do Planeamento e das Infraestruturas. “São famílias, casa a casa, que precisam de melhorar as condições das janelas, dos eletrodomésticos, do reaproveitamento de águas, dos painéis solares etc.”, acrescentou.

Como funciona? Os interessados a concorrer vão poder simular no site criado para o efeito – o “Casa Eficiente 2020” – quanto custará fazer as obras que consideram ser necessárias para tornar a sua casa mais eficiente. Têm para isso de escolher a empresa que fará os trabalhos, a partir de uma lista que consta no portal. Recebem depois uma declaração “Casa Eficiente 2020” com a qual tratam no banco do financiamento. Este será concedido com condições mais favoráveis que os tradicionais créditos ao consumo.

BEI quer replicar o projeto

Segundo Andrew McDowell, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI) – cofinancia 100 dos 200 milhões de euros que abrangem o “Casa Eficiente 2020”, sendo que os restantes 100 milhões serão concedidos por CGD, BCP e Novo Banco –, trata-se de um programa pioneiro. O responsável salientou que o BEI quer “aprender e poder replicar noutros lados” a iniciativa, que elogiou e apelidou de inovadora.

Um elogio, de resto, que não passou ao lado de Pedro Marques. O ministro frisou precisamente o facto de o BEI ter adiantado que quer replicar esta iniciativa noutros países, o que demonstra a importância do mesmo.