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Casas para arrendar até 500 euros em Portugal? Não há (quase nada)

Autor: Redação

A maioria dos portugueses que está à procura de casa para arrendar quer (ou pode) pagar o máximo de 500 euros por mês. Mas não há oferta que dê resposta a tanta procura. Por estes valores existem disponíveis no mercado 61,4%, menos 12,7% do que seria necessário, uma vez que a procura está fixada nos 74,1%, segundo os dados I Observatório do Mercado da Habitação em Portugal da Century 21.

Superior à procura em 6,7% é a oferta de preços entre os 601 e os 700 euros. O estudo, analisado pelo idealista/news, destaca ainda um excesso de casas com valores de arrendamento entre os 801 e os 900 euros, cuja oferta atinge os 11% e a procura os 3%. “O mercado regista uma escassez significativa de habitações no segmento de preço mais baixo”, lê-se no documento.

Tendo em conta que o preço médio de oferta de arrendamento, a nível nacional, situa-se nos 536,99 euros, conclui-se que este valor supera em 36,99 euros o valor médio que os que pretendem arrendar uma habitação estão dispostos a pagar, dado que a procura indica disponibilidade para rendas mensais até 500 euros.

Para cerca de 38% das pessoas que arrendam, ou pretendem fazê-lo, o custo mensal da habitação representa mais de 30% do rendimento do seu agregado familiar. Em 35,6% dos casos o arrendamento absorve entre 20% e 30% do orçamento disponível.

Arrendar é única opção para muita gente

Apenas 10% dos portugueses preferem o arrendamento. Para muitos esta é, contudo, a única opção possível – 44,9% daqueles que preferem uma habitação arrendada indica que esta é a “opção mais acessível quando não se tem as condições económicas para ter acesso a uma habitação própria”.

Cerca de 43,7% destaca que viver em arrendamento oferece a flexibilidade para mudar facilmente de residência quando for necessário, e 39,3% diz que prefere arrendar para não assumir compromissos e riscos. Mas também há quem prefira arrendar para economizar impostos e despesas – cerca de 25,2%.

De salientar ainda que 76,4% das pessoas que vivem em arrendamento preferiam fazê-lo numa habitação própria. A acessibilidade económica é a principal razão para aqueles com menos de 40 anos optarem pelo arrendamento. “Para 56% dos jovens entre os 18 e os 20 anos, arrendar uma casa é mais acessível, não tendo condições económicas para comprar”, refere o documento. A mesma razão é apontada por 57,5% das pessoas entre os 30 e os 39 anos.