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Rendas chegam a ser 65% mais caras que prestação da casa

As rendas nas 7 freguesias do Porto são, em média, 100,5% mais caras que a aquisição / Kamile Leo/Unsplash
As rendas nas 7 freguesias do Porto são, em média, 100,5% mais caras que a aquisição / Kamile Leo/Unsplash
Autor: Redação

Comprar ou arrendar casa? O imobiliário somou recordes em 2018 e os números comprovam que o setor mudou radicalmente na última década. Num cenário de preços altos, é hora de refletir se vale ou não a pena investir na compra de um imóvel, sendo que também as rendas estão a subir em flecha. No caso de Lisboa e Porto, o valor da renda chega a ser 65% superior ao da prestação paga ao banco pelo crédito à habitação - sobretudo, graças à política de baixas taxas de juros do Banco Central Europeu, ao longo dos últimos anos.

O facto dos bancos continuarem a mostrar disponibilidade para financiar a compra de casa, ao mesmo tempo que vão baixando os spreads, aliado ao aumento das rendas pedidas pelos senhorios, estará a “empurrar” os portugueses para optar pela aquisição. 

Segundo as contas do Jornal de Negócios, que teve em conta um imóvel de 100 metros quadrados (m2) – no caso do crédito à habitação foi considerado um montante equivalente a 80% do valor do imóvel, uma taxa Euribor a 12 meses com um spread de 1,74% e um prazo de 33,3 anos –, em todas as freguesias de Lisboa e Porto, arrendar é mais caro que comprar com recurso ao financiamento bancário. Em média, a renda paga ao senhorio é 64,7% superior à prestação.

No Porto, a diferença é ainda mais expressiva, com a renda a mais do que duplicar a prestação bancária. De acordo com a publicação, as rendas nas 7 freguesias da Invicta são, em média, 100,5% mais elevadas do que a aquisição. A Campanhã é a freguesia onde a diferença é maior (141,5%), com a renda a ascender a 619 euros e a prestação a rondar os 256,3 euros.

No caso de Lisboa, é na freguesia do Beato que a diferença é maior, de 90,9%, com a prestação em torno dos 529,5 euros e a renda a rondar os 1.011 euros. Já na freguesia de Santo António, que é onde as rendas são mais elevadas, a diferença é menor: a renda de 1.410 euros fica 19,7% acima da prestação de 1.178 euros.

Despesas extra ao ser proprietário em vez de inquilino

De referir que no caso da prestação da casa há que somar à respetiva mensalidade a pagar ao banco outros gastos, como por exemplo Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), seguros e o condomínio. E o potencial comprador tem de ter poupanças para poder cobrir o valor de entrada - exigido pelos bancos na hora de pedir um crédito à habitação. 

Há ainda outros aspetos a considerar no processo de pedir um empréstimo ao banco para a compra de casa. Para ajudar a esclarecer todas as dúvidas o idealista/news está a publicar um guia de sobrevivência, em parceria com a Deco