Comprar ou arrendar casa: como decidir? (parte III)

A Deco preparou um guia, por capítulos, para o idealista/news para ajudar os consumidores na hora de serem proprietários ou inquilinos.
Comprar ou arrendar casa: como decidir? (parte III)
GTRES

Há muito que se fala na necessidade de dinamizar o mercado de arrendamento, mas a verdade é que as rendas dispararam e muitos portugueses acabam por optar por comprar casa em vez de arrendar, apesar dos preços dos imóveis terem subido em flecha nos últimos tempos. Mas, afinal, o que é melhor, comprar ou arrendar? Ajudamos-te a decidir com a ajuda da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

Em Portugal, 75% das famílias são proprietárias de primeira habitação, ou seja, três em cada quatro famílias têm casa própria, sendo que somente uma optou pelo arrendamento.

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Se compararmos, por exemplo, Portugal com a Alemanha este rácio é de 50% de pessoas com casa própria.

Sabe-se ainda que do total de famílias portuguesas 46% têm dívida (crédito à habitação) e que destas 32% deu a sua casa como garantia.

Logo, deves fazer algumas contas antes de decidir comprar ou arrendar casa, face a um futuro incerto e em que as taxas de juro podem aumentar.

Contudo, o preço da casa pesará na decisão e este dependerá da localização, dos materiais e acabamentos, do ano de construção, da área, exposição solar, tipologia, entre outros fatores. 

Na atualidade, o mercado imobiliário atingiu preços elevados, ainda que se preveja algum arrefecimento. Por outro lado, a pressão turística e do Alojamento Local levaram também a algumas atualizações ao nível das rendas, com perspetiva de crescimento. Num caso ou noutro necessitarás de tempo para encontrar a melhor opção e encontrar a casa dos teus sonhos. 

Se optares pelo arrendamento conta com o pagamento de uma caução (a devolver no final do contrato) e de uma renda de avanço. No caso de crédito habitação tens de dar uma entrada de valor equivalente, no mínimo, a 10% o valor do imóvel. 

Para ajudar na avaliação, os principais custos indicativos e associados às duas situações – no caso de compra ou arrendamento de um imóvel no valor de 100.000 euros – seriam:

Compra de casa a crédito

  • Entrada 20.000 euros;
  • Crédito à habitação: 80.000 euros;
  • Taxa juro (TAEG):3,6%;
  • Prazo amortização: 30 anos;
  • Prestação mensal: 357 euros:
  • Encargos iniciais: 1.000 euros;
  • Seguros mensais: 20 euros por mês;
  • Despesas de manutenção e condomínio: 80 euros por mês.

Arrendamento

  • Renda mensal: 500 euros.

Se decidires pela compra, deves ainda ponderar o custo de oportunidade, ou seja, quanto poderia valer o teu dinheiro se fosse aplicado de outra forma.

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