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Rendas acessíveis em Lisboa - o novo mercado dos mediadores imobiliários

Câmara de Lisboa e APEMIP celebraram um protocolo que promove e reforça o papel dos profissionais neste negócio.

Autor: Redação

O mercado do arrendamento acessível em Lisboa é uma nova oportunidade de negócio para os mediadores imobiliários, que operam na capital. A ideia é que os profissionais façam a “promoção, divulgação e angariação de contratos para o Programa Renda Segura (PRS)” e, em troca, “a Câmara Municipal de Lisboa (CML) disponibiliza-se a pagar uma renda por cada contrato angariado e celebrado”. E essa comissão tem de ser paga pela autarquia ao consultor no momento da assinatura do contrato.

Esta lógica de negócio está prevista num protocolo, recentemente estabelecido entre a CML e a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que visa impulsionar o PRS - o programa, que começou a funcionar este ano em Lisboa, determina que a autarquia arrenda imóveis a particulares para depois os subarrendar com rendas acessíveis.

A ideia da parceria entre a CML e a associação de mediadores - anunciada no âmbito de uma conferência online na semana passada - é que os consultores promovam e divulguem o PRS, de forma a encontrar proprietários interessados em arrendar os imóveis de Alojamento Local (AL) à autarquia, que depois os vai subarrendar a preços mais acessíveis. Em troca, o município vai pagar uma comissão, equivalente a uma renda, por cada contrato de arrendamento celebrado.

Segundo António Furtado, diretor municipal de Gestão Patrimonial da CML, que falava naquele encontro digital, o objetivo é que as imobiliárias, “através dos canais próprios, mediem e criem contratos de arrendamento”. 

O negócio dos profissionais neste acordo

Os consultores devem fazer a “promoção, divulgação e angariação de contratos para o PRS” e, em troca, “a CML disponibiliza-se a pagar uma renda por cada contrato angariado e celebrado”, explicou o responsável. De acordo com o ECO, o valor total que a CML terá disponível para essas comissões irá depender do número de contratos assinados. O pagamento dessa renda (comissão) será feito ao proprietário, “na condição de que esse dinheiro tem de ser imediatamente entregue ao consultor”, o que ficará documentado no contrato de arrendamento.

Luís Lima, presidente da APEMIP, adiantou que os consultores imobiliários, que devem pertencer a “empresas devidamente licenciadas”, podem inscrever-se no site do PRS. Depois, e uma vez inscritos, podem registar os imóveis que pretenderem. “Se a partir desse momento o particular quiser registar o imóvel, ele já estará registado pelo mediador e isso não será possível”, explicou António Furtado.

“Este protocolo é muito importante. Sempre dissemos que íamos fazer parte da solução, e não do problema. E através de mediadores pode chegar-se a 80% dos proprietários com ativos na cidade de Lisboa”, disse Luís Lima, durante o webinar.

O que é o Programa Renda Segura?

As candidaturas ao PRS, que foi apresentado dia 18 de maio de 2020, já abriram: decorrem até 30 de junho e, numa primeira fase, a CML quer arrendar 300 casas, para subarrendar a preços acessíveis aos jovens e famílias da classe média, através do Programa Renda Acessível (PRA). A colocação de imóveis desocupados ou prédios livres, ou em regime de AL, no mercado de arrendamento, é um dos objetivos do PRS, refere a autarquia. Preparámos um guia que ajuda a perceber como funciona o programa. Consulta-o aqui.