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Visitas presenciais a imóveis: “luta” dos mediadores imobiliários ganha força

Carta aberta subscrita pela APEMIP e pelos presidentes das mediadoras C21, ERA, Remax e Sotheby’s tem mais de 3.000 assinaturas.

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay
Imagem de mohamed Hassan por Pixabay
Autor: Redação

A “luta” dos mediadores imobiliários tendo em vista a permissão da realização de visitas presenciais a imóveis em tempos de pandemia da Covid-19 está a ganhar força. A carta aberta subscrita por Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), e pelos presidentes das imobiliárias Century 21 Portugal, ERA, Remax Portugal e Sotheby’s International Realty já tem mais de três mil signatários.

“Com o anúncio do período de confinamento que se iniciou a 15 de janeiro, e com o impedimento à manutenção da atividade de mediação imobiliária, o setor imobiliário uniu-se para promover uma carta aberta dirigida ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao Ministro da Economia, apelando o enquadramento desta atividade num regime de exceção que permita aos mediadores imobiliários agendarem visitas presenciais a imóveis, cumprindo todos os protocolos de higiene e segurança implementados pela Direção Geral de Saúde. A carta aberta, que conta já com mais de três mil signatários, reforça que esta situação é um convite à mediação ilegal e à fragilidade dos cidadãos, uma vez que a casa está intimamente ligada ao curso de vida das pessoas e famílias”, refere a APEMIP, em comunicado.

Adiantando que “o setor não está a pedir esmolas ao Governo”, Luís Lima reforça que o objetivos dos mediadores e poderem “trabalhar cumprindo todas as regras e garantindo a segurança dos agentes e dos clientes”. 

Incluir fileira do setor para programas de apoio é outro pedido dos mediadores

“Neste momento, considerando que a venda e arrendamento de imóveis com recurso exclusivo a visitas virtuais é absolutamente residual, esta fileira do setor está não só impedida de desenvolver a sua atividade, como o seu CAE não está integrado em medidas como os programas APOIAR. De que forma é suposto que estas empresas e seus funcionários consigam ultrapassar as dificuldades impostas pelo confinamento, se não podem trabalhar nem estão enquadradas nos apoios?”, questiona o responsável.

Luís Lima reforça a ideia de que a classe da mediação imobiliária está desprotegida e lembra que “dependem diretamente do imobiliário cerca de 40 mil pessoas”. “Em 2019, de um total de investimento imobiliário que ronda os 26 mil milhões de euros, cerca de 19 mil milhões foram garantidos por mediadores imobiliários. Uma classe que representa este tipo de valores e que já demonstrou ser essencial na promoção da dinamização económica nacional merece outro tipo de reconhecimento num período como este”, conclui.