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Imóveis de luxo: ritmo de vendas abrandou em ano pandemia, mas fecharam-se muito negócios

A Porta da Frente Christie’s concretizou a venda de uma casa em Cascais por mais de 15 milhões de euros. Mercado continua "vivo".

Photo by Ralph (Ravi) Kayden on Unsplash
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Autor: Redação

Ainda que a pandemia “tenha adiado uma série de negócios e causado um inevitável abrandamento de ritmo”, o imobiliário continuou a ser um dos motores da economia portuguesa. Esta é uma das conclusões da Porta da Frente Christie’s, que no ano passado fechou cerca de 200 negócios, com mais de 20 nacionalidades diferentes, apesar de todas as restrições nas viagens, sendo a maioria dos clientes de origem portuguesa, brasileira, francesa e inglesa. A principal plataforma para veicular estes negócios foi o online.

Os negócios de maior valor concretizados em 2020 foram vendas entre os quatro e sete milhões de euros, em Lisboa e Cascais. Destaca-se ainda um imóvel residencial vendido nesta última zona acima dos 15 milhões. No primeiro trimestre de 2020, houve ainda um ligeiro aumento do preço médio de aquisição nos três escritórios (Lisboa, Cascais e Oeiras), situando-se um pouco acima de 1 milhão de euros. Já no período do primeiro confinamento, ou seja, a partir de 15 de março de 2020, embora com um volume de negócios mais baixo, o preço médio de compra foi ainda mais alto, rondando os 1,3 milhões de euros.

“A pandemia veio reforçar a importância central da casa, o que levou à procura de imóveis maiores, que beneficiem de espaços exteriores privativos, onde se possa aproveitar um modo de vida distinto, com tranquilidade, privacidade e espaço”, refere a empresa, em comunicado. Esta foi, de resto, uma tendência também apontada pela conferência anual da Christie’s International Real Estate, “o que comprova a sua força global”. A procura continua a ser elevada nas localizações de Lisboa, Cascais e Oeiras, ainda que tenha havido um ligeiro aumento de interessados em algumas regiões próximas a estes centros urbanos, como Malveira da Serra, Azóia, Tróia e Azeitão, “que oferecem muita tranquilidade e privacidade, em casas maiores (muitas delas moradias) e com bastante espaço exterior”.

A área do arrendamento continuou a crescer, mesmo em ano de pandemia, tendo sido consumados cerca de 250 negócios. Neste segmento, destaca-se a  tendência de aumento da procura de imóveis com áreas mais generosas e com espaços exteriores.

“Esta é a prova que, apesar da fase mais desafiante da economia, o mercado continua vivo e os negócios continuam a realizar-se ativamente, sendo neste momento o formato online um meio privilegiado e até preferido por muitos compradores, pois é prático, moderno e não tem fronteiras. Conclui-se também que os bons investimentos continuam a ser apetecíveis, como é o caso dos imóveis, que continuam em alta e a serem bens atrativos para os portugueses, estrangeiros e investidores, tendo mesmo sido apelidados de imunes à pandemia”, afirma Rafael Ascenso, Diretor Geral da Porta da Frente Christie’s.

Leilões de luxo online ao rubro

O mais recente relatório de compras de luxo da casa de leilões Christie’s refere ainda que, comparativamente com dados de 2019, a Christie’s registou um aumento de 41% nos lotes de luxo vendidos em leilões online, verificando-se também uma subida de 82% quanto ao número de vendas de luxo transacionadas online pela leiloeira e um aumento de 205% no valor das mesmas.

Ainda quanto aos leilões online, assinalou-se um aumento na participação global neste formato, que atraiu licitantes de mais nacionalidades, e onde foram vendidos 53 lotes por mais de um milhão de dólares. O relatório mostra ainda que novos máximos foram atingidos nas vendas de luxo online com 136 recordes estabelecidos em várias categorias.

Mais especificamente, os leilões online de joias atingiram o seu máximo histórico com um aumento de 143% no número total de vendas. Durante um leilão da casa inglesa, em junho do ano passado, foi estabelecido o recorde de valor de uma joia vendida em leilão online, com um diamante de 28,86 quilates.

“Num ano em que a grande maioria das nossas vendas não puderam ser realizadas presencialmente, rapidamente alargámos a nossa atuação para o online, onde já marcávamos presença nos últimos dez anos. No total, foram realizadas 40 vendas de luxo online (+82% que em 2019)”, afirmou Aline Sylla-Walbaum, diretora geral global da Christie’s.