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Viver em apartamentos e ter serviços de hotel – “residências de marca” ganham espaço

Tendência de viver numa “residência de marca” parece estar a ganhar peso em Portugal, e negócio tem margem para crescer.

Autor: Redação

A tendência de viver numa “residência de marca” parece estar a ganhar peso em Portugal, tendo acelerado com a pandemia da Covid-19. Falamos de apartamentos, localizados também em centros urbanos, que dispõem de todas as comodidades associadas a uma marca de luxo e que estão, por norma, integrados ou perto de um hotel de luxo ou mesmo dentro de um resort. Ou seja, beneficiam da gestão e dos serviços e estruturas da unidade hoteleira.

Pedro Fontainhas, presidente da Associação Portuguesa de Resorts (APR), adiantou, citado pelo Expresso, que “o valor global do investimento em curso ou já realizado em residências de marca ronda os 600 milhões de euros”.

Um fenómeno que está a chegar a Lisboa, com a abertura, por exemplo, do Hyatt Regency Residences, em Belém, e do Martinhal Residences, no Parque das Nações, escreve a publicação. Mais a sul, no Algarve, está a nascer o Ombria Resort, onde também haverá “residências de marca”.

“Prevemos que metade dos 150 apartamentos do Martinhal Residences será para habitação. O restante para estadas mais prolongadas e turismo residencial. A procura nacional está a crescer”, referiu Chitra Stern, administradora e proprietária — com o marido, Roman — do Elegant Group, que detém a cadeia de hotéis e resorts Martinhal. 

“O mercado das ‘residências de marca’ em zona urbana tem muito para crescer e estamos a estudar mais oportunidade em Lisboa e no Porto”, acrescentou, citada pelo Expresso. 

Uma opinião que é partilhada por Daniel Correia, diretor-geral para o imobiliário da United Investments Portugal (UIP), empresa que detém o Pine Cliffs Resort, o Sheraton Cascais Resort, o Yootel Porto, a Quinta Marques Gomes e o Hyatt Regency Lisboa. “Temos proprietários que residem 365 dias por ano nas nossas unidades. Para os que residem intermitentemente, asseguramos a gestão dos períodos de vazio”, explica, salientando que “há cada vez mais procura nacional para primeira e segunda habitação” neste tipo de imóveis.