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Risco de bolha imobiliária no mundo: em que posição está Portugal?

Estudo da Bloomberg sobre o mercado imobiliário das grandes economias.

Risco de bolha imobiliária
Gtres
Autor: Redação

Os principais indicadores imobiliários em algumas das maiores economias do mundo estão a aproximar-se perigosamente do risco de bolha imobiliária no atual período pós-pandémico, de acordo com um estudo da Bloomberg Economics. Nova Zelândia, Canadá e Suécia apresentam os índices mais preocupantes. Portugal, Espanha e Itália ainda permanecem distantes.

Os principais mercados residenciais como o Reino Unido, os EUA ou a França também estão entre os que mais correm o risco de atingir uma bolha e, de facto, em muitos países da OCDE, os preços estão agora mais altos do que antes da crise financeira de 2008.

"O extraordinário estímulo que ajudou a colocar a economia global de pé também está a alimentar um novo problema: bolhas imobiliárias", refere Niraj Shah, economista-chefe responsável pelo relatório. “Um cocktail de ingredientes está a fazer subir os preços das casas a níveis sem precedentes em todo o mundo”, esclarece.

E entre os elementos que estão a contribuir para o risco de bolha imobiliária estão as taxas de juros historicamente baixas, estímulos fiscais sem paralelo, poupanças bloqueadas prontas para serem usadas, stock limitado de casas e expectativas de uma recuperação sólida da economia.

Outros aspetos que têm feito crescer a procura são os incentivos fiscais oferecidos por alguns governos aos compradores de residências ou o aumento do interesse dos teletrabalhadores em trocar de casa para ter mais espaço.

O estudo da Bloomberg analisa cinco variáveis ​​para prever a possibilidade de risco de uma bolha imobiliária: a relação entre preços e arrendamentos, a relação entre preços e rendimentos, o crescimento real dos preços, o crescimento nominal dos preços e o crescimento do crédito em termos anuais.

Depois de Nova Zelândia, Canadá e Suécia, entre os 10 países com maior risco estão também a Noruega, Dinamarca, Bélgica ou Áustria .

Apesar do risco global atual, o estudo prevê um arrefecer da situação se as projeções das principais organizações se mantiverem. “À medida que aumentam as métricas de risco, como taxas de juros ainda baixas ou políticas macroprudenciais em vigor, é mais provável que o próximo período seja caracterizado mais por um arrefecimento do que por um colapso”, acrescentou o economista.