Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Desconstrução do prédio Coutinho concluída em março de 2022

Remoção de materiais do edifício de 13 andares situado no centro histórico de Viana do Castelo arrancou esta semana.

Wikimedia commons
Wikimedia commons
Autor: Lusa

A desconstrução do prédio Coutinho em Viana do Castelo vai iniciar-se “em força” na segunda quinzena de outubro e deverá estar concluída no final de março de 2022, disse esta semana o vice-presidente da VianaPolis. O novo mercado de Viana do Castelo começará a funcionar até final de 2023.

Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da sociedade VianaPolis, Tiago Delgado, explicou que “na segunda-feira foi iniciada a remoção de materiais, como madeiras alcatifas, vidro e alumínio do bloco norte” do edifício de 13 andares situado no centro histórico da cidade, conhecido como prédio Coutinho. 

“Todo esse material tem o seu destino, uma parte irá para reciclagem, a outra para entidades certificadas”, declarou.

“Dentro de 15 dias a três semanas, provavelmente na segunda quinzena de outubro, será iniciada a desconstrução pesada do prédio, com recurso a um camião basculante, com um braço de 30 metros, para partir paredes, lajes e betão. Os trabalhos deverão estar concluídos no final de março de 2022. Só permanecerão a cave e paredes periféricas, para evitar derrocadas, até arrancar a construção do novo mercado municipal”, especificou.

Segundo Tiago Delgado, a preparação da obra começou há 15 dias, com a montagem de estaleiro, aprovação do plano de segurança e respetiva licença de obra.

A vedação atualmente colocada em redor do prédio “vai ser alargada e introduzidas alterações de trânsito que estão a ser estudadas para garantir a segurança”.

Não vamos correr qualquer risco por causa de algum material que possa vir a cair indevidamente”, especificou.

Prédio Coutinho
Wikimedia commons

Desconstrução em vez de implosão

Conhecido localmente como prédio Coutinho, o edifício Jardim foi construído no início da década de 70 do século passado. Tem a sua desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis. O projeto, iniciado quando António Guterres era primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente, prevê para o local a construção do novo mercado municipal.

Inicialmente, o projeto da sociedade VianaPolis previa a implosão, mas a partir de 2018 a desconstrução foi a alternativa escolhida por prever o aproveitamento e a reutilização dos materiais e causar menos impacto ambiental.

A desconstrução vai custar cerca de 1,2 milhões de euros e vai ser feita ao longo de seis meses.

A sociedade VianaPolis é detida a 60% pelos ministérios do Ambiente e das Finanças e 40% pela Câmara de Viana do Castelo.

Em janeiro, a Câmara de Viana do Castelo aprovou, por maioria, com a abstenção do PSD, o projeto do novo mercado orçado em 8,2 milhões de euros.