Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Imobiliário em alta na pandemia à boleia do segmento residencial

Mercado imobiliário mundial registou um aumento de 5% do seu valor, atingindo 326,5 biliões de dólares (277,97 biliões de euros).

Imobiliário em alta à boleia do segmento residencial
Foto de David McBee no Pexels
Autor: Redação

A pandemia da Covid-19 apareceu sem pedir licença em 2020 e deixou marcas em praticamente todos os setores económicos, mas o mercado imobiliário mostrou-se resiliente e soube fintar a crise sanitária, nomeadamente o segmento residencial. Os números mais recentes comprovam isso mesmo: em 2020, o mercado imobiliário mundial registou um aumento de 5% do seu valor, atingindo a marca dos 326,5 biliões de dólares (277,97 biliões de euros) e ultrapassando em quase quatro vezes o PIB mundial de 2020. Em causa está uma análise da Savills.

Segundo a consultora imobiliária internacional, o crescimento do valor do mercado imobiliário mundial foi impulsionado pelo segmento residencial, que representou 79% do valor total.

“Entre 2019 e 2020, o valor do segmento residencial cresceu 8%, para os 258,5 biliões de dólares (220,41 biliões de euros), especialmente devido ao mercado chinês. A China contribui hoje para 30% do valor total do segmento residencial, com um crescimento de 13% registado em 2020, fruto de um forte aumento de preços e de nova oferta”, revela a consultora, em comunicado.

Imobiliário em alta à boleia do segmento residencial
Savills

Para Ricardo Garcia, Residential Director da Savills Portugal, “o mercado residencial beneficiou de uma elevada liquidez no mercado, uma tendência crescente da procura por propriedades de segmento médio alto, e com preço mais elevado, e da procura em termos globais de segundas habitações”.

Uma tendência, de resto, que se tem vindo a acentuar em 2021, “mais concretamente no segundo semestre”, adianta o responsável. “Espera-se que o valor do mercado residencial continue a aumentar em 2022. Em Portugal, sentimos um aumento da procura crescente, em particular por moradias e para segunda habitação”, acrescenta.