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Imobiliário residencial mostrou “grande resiliência” no quarto trimestre de 2020

Segundo o banco BPI, é provável "que em 2021 a tendência de desaceleração do setor seja um pouco mais acentuada”.

Imagem de Bernhard Stärck por Pixabay
Imagem de Bernhard Stärck por Pixabay
Autor: Redação

O setor imobiliário tem sido, segundo mostram os indicadores mais recentes, um dos menos afetados pela pandemia da Covid-19, tendo dado sinais de estar resiliente à crise pandémica. Uma ideia que tem sido deixada por vários ‘players’ do setor e que é agora partilhada pelo BPI, que considera que o setor imobiliário residencial está a mostrar “uma grande resiliência”.

“No quarto trimestre de 2020, os preços das casas mantiveram a tendência ascendente (+8,6% homólogo e +2,1% em cadeia) e aumentou o número de transações: 49.734 habitações, +1% homólogo e 10,2% em cadeia. No conjunto do ano, o crescimento dos preços desacelerou moderadamente para 8,4% (–1,2% que em 2019), tendo o número de casas transacionadas registado uma queda de 5,3%”, lê-se na Informação Mensal abril 2021 do banco. 

O BPI considera, no entanto, que “as dinâmicas do mercado imobiliário costumam reagir à fragilidade do PIB desfasamento”, sendo provável, por isso, “que em 2021 a tendência de desaceleração do setor seja um pouco mais acentuada”. 

“Além disso, ao confirmar-se o fim das moratórias privadas em abril (que em fevereiro alcançavam cerca de 17% do crédito à habitação) e das moratórias públicas em setembro, isto implicará despesas financeiras adicionais às famílias, condicionando as suas decisões de compra de habitação”, alerta a entidade liderada por João Pedro Oliveira e Costa.