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A casa ideal no pós-Covid-19: o que mudou?

Estudo do IKEA detetou uma "grande mudança" em todo o mundo na forma de usar e pensar as casas.

Casa ideal no pós-pandemia
Foto de Ketut Subiyanto no Pexels
Autor: Redação

Muito mudou desde março de 2020, mês em que foi declarada a pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde. Depois de meses confinadas em casa e privadas de estar com familiares e amigos, como é que as pessoas passaram a ver as suas casas? E como procuram um equilíbrio entre o espaço e a mente? A gigante do mobiliário IKEA colocou estas e outras questões a 34.387 pessoas de 34 países entre 4 e 28 de julho de 2021. E no seu Relatório da Vida em Casa 2021 dá várias pistas sobre o que, hoje, é mais importante nas casas do futuro.

Um dos aspetos que saltam à vista no estudo é que se assistiu a “uma grande mudança na maneira como todos estão a usar e a pensar as suas casas”, lê-se na publicação. Se no passado as quatro paredes apenas forneciam um refúgio à vida exterior, agora as casas são vistas como espaços importantes ao bem-estar mental. E isto refletiu-se na reestruturação dos espaços, já que mais de 60% dos inquiridos de todo o mundo admitiram que reorganizaram a casa de acordo com as suas necessidades.

Esta tendência foi também detetada em Portugal, onde mais de metade dos inquiridos diz ter feito alguma adaptação em casa durante este período para aumentar o conforto ou  conseguir realizar alguma atividade em concreto. Em resultado, 38% dizem sentir-se melhor em casa e viram o seu bem-estar mental melhorar, refere o mesmo estudo.

Além de ter uma casa mais organizada e funcional, há outros aspetos que se tornaram importantes para os portugueses no último ano, como viver perto de zonas verdes (43%), ter privacidade (40%), ter uma casa fácil de limpar (40%) e espaçosa (36%), ter um jardim privado (38%).  Já o bem-estar mental em casa passa pela qualidade do tempo de descanso (59%), do sono (56%), tempo com o(a) companheiro(a) (40%) e tempo sozinho (35%), cita o Público.

Jardim em casa no pós-covid
Foto de Marcus Aurelius no Pexels

Importância das relações sociais e da comunidade

A pandemia colocou um travão nos relacionamentos sociais em todo o mundo, de tal modo que uma em cada cinco pessoa inquiridas afirma que as amizades foram afetadas negativamente durante este período. Mas este cenário contribuiu para que as relações familiares saíssem fortalecidas, já que 42% dos inquiridos afirmaram que as relações com as suas famílias melhoraram nos últimos 12 meses. Isto refletiu-se também nas preferências nas pessoas na hora de escolher a localização da casa: a nível global 31% das pessoas dizem que morar perto de amigos e familiares tornou-se mais importante no último ano.

A verdade é que os “relacionamentos com a comunidade dão suporte emocional e prático”, conclui o estudo da IKEA. Quer sejam bairros locais ou grupos de WhatsApp, as comunidades são importantes para as pessoas, porque são como um suporte às necessidades sociais e emocionais. Sentir se pertence a uma comunidade estimulou o bem-estar emocional de 62% das pessoas entrevistadas em todo o mundo. E – talvez por isso - 73% das pessoas dizem que passaram mais tempo nos seus bairros nos últimos 12 meses.

E em Portugal? Tanto as relações familiares como as comunidades são importantes para os portugueses. O mesmo estudo revela que 43% dos inquiridos afirmaram que as relações com as famílias melhoraram no último ano. E, ainda, 86% dos participantes portugueses afirmaram ter passado mais tempo no bairro onde vivem nos últimos 12 meses.

Casa próxima da família
Foto de August de Richelieu no Pexels