Comunidades de energia: Coimbra quer pôr painéis solares em 15 prédios

Sistema de autoconsumo na região poderá gerar poupança energética de cerca de 41 milhões de euros em 20 anos.
Painéis solares em Coimbra
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Lusa
Lusa

A Câmara de Coimbra aprovou esta segunda-feira (dia 16 de junho) a delegação de competências à Comunidade Intermunicipal para avançar com projeto de autoconsumo com recurso a painéis solares em 15 edifícios municipais.

O projeto é assegurado no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC), que irá lançar um concurso público para a concessão de comunidades de energia renovável (CER) nos diversos municípios, com instalação de painéis solares em edifícios municipais.

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No âmbito desse processo, a Câmara de Coimbra sinalizou 15 edifícios municipais que irão fazer parte desses sistemas de autoconsumo, onde estão incluídas escolas, piscinas, centros de saúde, as casas municipais da Cultura e da Proteção Civil e o Estádio Municipal de Taveiro, segundo o documento consultado pela agência Lusa e esta segunda-feira aprovado por unanimidade em reunião do executivo.

Coimbra terá uma potência instalada de 1.600 kW, a maior ao nível da CIMRC, esperando-se uma poupança mínima de seis milhões de euros em 20 anos, afirmou José Bessa, da empresa que está a fazer consultoria à Comunidade Intermunicipal neste projeto.

Segundo o responsável, que esteve na reunião do executivo, o modelo adotado irá levar o concessionário que vença o concurso público a fazer todo o investimento na instalação dos painéis e dos sistemas de autoconsumo.

O vencedor do concurso irá recuperar o investimento através do tarifário que venha a ser aplicado, esclareceu, referindo que a poupança perspetivada para Coimbra poderá ser superior, já que o tarifário será uma das componentes avaliadas no concurso público a ser lançado.

“O tarifário deverá baixar quando se fechar o contrato de concessão”, disse, durante a reunião do executivo.

De acordo com José Bessa, o sistema de autoconsumo permite que a energia produzida em edifícios com baixos consumos possa também ser aproveitada por edifícios com maiores gastos de energia.

A poupança prevista para toda a CIMRC será de cerca de 41 milhões de euros em 20 anos.

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