O mercado imobiliário premium em Portugal assistiu a uma retoma acelerada em 2025, mantendo a atratividade a investidores estrangeiros. Durante o segundo trimestre do ano, as transações aumentaram 15,5%, com um volume total transacionado por famílias a ultrapassar os 8,9 mil milhões de euros. Os preços da habitação também continuaram a aumentar, subindo 17,7% (em termos homólogos) durante o terceiro trimestre.
Estes são dados do estudo Market Report Portugal 2025-2026, da Engel & Völkers (E&V), desenvolvido em parceria com o Instituto Marketing Research, que analisa a evolução do mercado imobiliário com base nas transações intermediadas pela marca nas regiões portuguesas onde opera (Minho, Porto, Vila Nova de Gaia, zona Oeste, Lisboa, Oeiras, Cascais, Estoril, Sintra, Setúbal, Comporta, Lagos, Portimão, Albufeira, Carvoeiro, Quinta do Lago, Vale do Lobo, Vilamoura, Faro e Tavira).
O crescimento da economia portuguesa em 1,9%, graças à robustez do mercado de trabalho e ao dinamismo da procura interna, reforçou a confiança das famílias e dos investidores para o investimento no setor imobiliário, adianta, em comunicado, a mediadora imobiliária.
“Fosso” nos preços regionais intensifica-se
A diferença entre regiões no que respeita ao preço médio por metro quadrado (m2) foi bastante evidente durante o ano de 2025:
- Braga – 1.704 euros por m2 (euros/m2);
- Guimarães – 1.728 euros/m2;
- Vila Nova de Gaia – 2.607 euros/m2;
- Porto – 4.284 euros/m2;
- Oeste – 3.103 euros/m2;
- Lisboa – 3.215 euros/m2;
- Oeiras – 3.117 euros/m2;
- Sintra – 3.164 euros/m2;
- Setúbal – 3.115 euros/m2;
- Cascais e Estoril – 5.591 euros/m2;
- Comporta – 4.265 euros/m2;
- Quinta do Lago – 13.256 euros/m2;
- Vale do Lobo – 9.252 euros/m2;
- Vilamoura – 7.864 euros/m2;
- Lagos – 4.500 euros/m2;
- Portimão – 2.619 euros/m2;
- Tavira – 2.997 euros/m2;
- Faro – 3.115 euros/m2.
Desequilíbrio entre oferta e procura
De acordo com o estudo da E&V, continua a haver um forte desequilíbrio no mercado imobiliário português entre a procura, que tem sido elevada, e a oferta, que se mantém insuficiente. Nos últimos anos, a procura por habitação deverá ter superado a oferta de novos fogos em aproximadamente 14 mil unidades por ano, o que pressiona bastante os preços, especialmente nas áreas metropolitanas e nas zonas costeiras.
Positivamente há a destacar o aumento de 10% no licenciamento de novos projetos nos primeiros meses de 2025, mas, em sentido contrário, a falta de mão de obra e os longos ciclos de construção continuam a pressionar o mercado, que não consegue dar resposta à crescente procura.
Portugal atrai investidores internacionais
Durante o ano passado, Portugal continuou a reforçar o seu posicionamento como destino altamente competitivo no panorama internacional, graças a fatores como qualidade de vida, segurança, clima e estabilidade económica, que têm atraído cada vez mais compradores internacionais.
“O mercado imobiliário português continua a demonstrar uma notável capacidade de adaptação, mesmo num contexto global exigente. A procura mantém-se consistente, tanto na compra como no arrendamento, refletindo o posicionamento de Portugal como um destino seguro, estável e altamente atrativo para investimento”, afirma, citada na nota, Daniela Rebouta, Sales Director da E&V Lisboa, Oeiras e Setúbal.
Já Margarita Oltra, Regional Manager da E&V Portugal, revela que o mercado está "cada vez mais maduro e diversificado, com compradores mais informados e exigentes”, e que “além da localização fatores como qualidade de construção, sustentabilidade e potencial de valorização assumem um papel determinante nas decisões de investimento”.
Pressão aumenta no mercado de arrendamento
O crescimento populacional, a atratividade do país e a dificuldade em comprar casa são aspetos que têm contribuído para a pressão crescente no mercado de arrendamento, especialmente nas áreas metropolitanas, o que contribui para a subida dos preços.
Com estes dados, fica evidente a necessidade de aumentar a oferta habitacional para conseguir dar resposta à crescente procura.
De acordo com o Market Report, espera-se que a economia nacional cresça em torno de 2,6%, tornando o acesso ao crédito habitação mais facilitado e aumentando a procura na compra e arrendamento. As zonas urbanas consolidadas e as regiões costeiras continuarão a ser as mais procuradas.
Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.
Fica a saber mais sobre o idealista/news.
Whatsapp idealista/news Portugal






