A promotora imobiliária Rio, do piloto Nuno Afonso, espera investir cerca de mil milhões de euros na construção de 21 projetos com 5.000 casas. Direcionado, sobretudo, para a classe média, o grupo está atualmente a construir 1.500 casas no Grande Porto e prevê arrancar com mais 850 ainda este ano.
Em causa estão três empreendimentos residenciais num investimento que deverá rondar os 180 milhões de euros, segundo as declarações do responsável ao Jornal de Negócios. Um dos projetos, Velaris, localizado na Avenida Fernão de Magalhães, terá 360 fogos; o São Vicente, na Maia, cerca de 250; estando previstas mais 240 casas em Matosinhos, no Metropólis Estúdio Residence.
Para Nuno Afonso, “a habitação deixou de ser apenas um tema económico para se tornar uma das questões sociais mais urgentes em Portugal”. "A construção atual é claramente insuficiente e muitos dos projetos que surgem não são feitos a pensar na classe média”", diz ao jornal.
Num relatório recente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere precisamente que os desequilíbrios no mercado habitacional português “são predominantemente de natureza estrutural e não cíclica” e o CEO do grupo Rio concorda.
O responsável defende que este problema tem várias causas, desde a construção nova que não acompanha a procura, até a “fatores como o aumento dos custos de construção, restrições urbanísticas, burocracia excessiva e falta de mão de obra limitam a expansão da oferta, agravando a escassez”. A empresa garante estar focada na construção de habitação a preços mais competitivos, com valores entre os 160 mil e os 220 mil euros, procurando responder às "necessidades reais do mercado".
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