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Investidor britânico compra loja na Baixa do Porto por 1,7 milhões de euros

Esta é a sua primeira aquisição em território nacional. A loja tem 207 m2 e opera sob a marca Castro - Atelier de Pastéis de Nata.

JLL/ Athena Advisers
JLL/ Athena Advisers
Autor: Redação

Os investidores não perderam o interesse em investir no comércio de rua em Portugal, apesar das restrições impostas pela pandemia Covid-19 terem afetado (e muito) o setor. Prova disso é a compra de uma loja situada na Baixa do Porto por parte de um investidor privado britânico, que por ela desembolsou um total de 1,7 milhões de euros.

Esta loja de 207 metros quadrados (m2) situa-se no piso térreo de um edifício recentemente reabilitado na interseção da Rua Mouzinho da Silveira com o Largo de São Luís. Esta zona é um dos principais destinos comerciais da cidade invicta, refere o comunicado enviado às redações. A unidade transacionada está arrendada desde 2019 ao grupo de restauração português Plateform (ex-Multifood), que ali abriu o primeiro o seu primeiro espaço da marca Castro - Atelier de Pastéis de Nata.

O investidor britânico, que selou aquela que é a sua primeira aquisição em Portugal, foi representado pela consultora internacional Athena Advisers. A consultora JLL atuou em nome do proprietário da loja, igualmente uma entidade privada mas de nacionalidade portuguesa. 

Para David Moura-George, diretor da Athena Advisers em Portugal, esta é uma transação particularmente interessante, não apenas por vermos um privado a investir em produtos do setor comercial, mas também porque o faz no segmento de retalho, um dos que mais tem sofrido com a pandemia. Isto revela que a confiança no imobiliário enquanto ativo de investimento não foi abalada, pois mesmo em alturas de crise continua a apresentar retornos atrativos e comporta menos riscos que outras categorias de investimento. Denotamos, por isso, uma tendência crescente para a diversificação dos investimentos por parte dos privados, que começam a olhar para ativos fora do residencial com 'tickets' que podem chegar aos dez milhões de euros”, sublinha.

Por sua vez, Fernando Ferreira, Head of Capital Markets da JLL, comenta que “os ativos de comércio de rua bem localizados e arrendados a retalhistas sólidos vão continuar no radar dos investidores, mesmo na atual conjuntura em que as vendas e o ‘footfall' estão comprimidos devido à pandemia. Trata-se de um imóvel de excelência numa localização prime com um ocupante de referência na área do F&B, e um 'ticket' de investimento muito adequado a um perfil como o dos investidores privados, que normalmente aloca de um a dez milhões de euros. Do lado do nosso cliente, o balanço é muito positivo, pois tem uma estratégia de rotatividade da carteira desde início, estando já ativo na procura de novas possibilidades de investimento. Esta é, aliás, uma abordagem de mercado muito comum por parte dos investidores privados, o que confere bastante liquidez aos ativos em que investem”, conclui Fernando Ferreira citado no mesmo documento.