dos sete milhões de fogos que existem em portugal, há pelo menos 800 mil que
necessitam de obras urgentes, sendo que, destes, 325 mil encontram-se já em elevado nível de degradação, revela o jornal de negócios (jdn). se aos que precisam de intervenção imediata se somarem os que necessitam de obras de menor dimensão, então o universo sobe para 1,9 milhões
de acordo com o jdn, que tem por base dados da associação dos industriais da construção civil e obras públicas (aiccopn), desde 2003 que as actividades de construção destinadas à reabilitação têm vindo a registar uma queda, que se acentuou em 2008. no ano passado, o recuo foi de 13,1% e este ano, no primeiro trimestre, registava-se já uma contracção de 10,6%
na opinião de manuel reis campos, presidente da aiccopn, reabilitavam-se "no início da década passada 118 mil fogos por ano”, sendo que em 2010 o número desceu para 23 mil. "este ano as estimativas indicam que nem se chegará aos 20 mil", referiu o responsável, lembrando que "a reabilitação urbana é imprescindível para o desenvolvimento sustentável"
segundo o presidente da aiccopn, portugal continua muito mal no sector da construção: "somos o país da europa ocidental que menos investe na reabilitação urbana, dedicando-lhe apenas 6,5% do total do investimento na construção". uma percentagem bastante inferior quando comparada, por exemplo, com espanha (24%) ou itália e alemanha (44%)
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