Obras em 50 imóveis ainda este ano através do Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado

Obras em 50 imóveis ainda este ano através do Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado
GTRES

O Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE) prevê que até ao final do ano possam ser aprovados 11 subfundos, o equivalente a 50 imóveis, 218 fogos e 390 camas. A informação foi avançada pela secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho.

De acordo com a governante, o que está já para análise na Fundiestamo - entidade que gere o FNRE - representa 34 subfundos de 36 entidades com 216 imóveis, 813 fogos, 65 lojas e 1.630 camas para alojamento estudantil, escreve a Lusa.

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Ana Pinho, que falava durante uma audição parlamentar sobre a venda de imóveis da seguradora Fidelidade, que decorreu na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, aproveitou o momento para frisar que o Estado está "a fazer o maior esforço dos últimos anos no sentido de promover mais oferta pública de habitação".

No âmbito do FNRE "prevê-se que, até ao final deste ano, possam vir a ser aprovados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) 11 subfundos", adiantou a secretária de Estado.

De recordar ainda as declarações de Ana Pinho que, em entrevista ao idealista/news, avançou que já haviam sido sinalizados um conjunto de imóveis devolutos ou disponíveis do Estado, autarquias e entidades públicas para serem reabilitados e disponibilizados no mercado no regime de arrendamento a preços acessíveis.

O que é o FNRE?

O FNRE é um fundo especial de investimento imobiliário gerido pela Fundiestamo, que é uma entidade da Parpública, tutelada pelo Ministério das Finanças, sendo regulado pela CMVM e pelo Banco de Portugal (BdP).

O fundo pretende reabilitar os imóveis do Estado, das autarquias, das instituições de ensino superior públicas e outras entidades públicas e do terceiro setor, financiando a respetiva reabilitação através do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, com o retorno de uma rendibilidade estimada de, pelo menos, 4% ao ano.

Quer isto dizer que as entidades participam no FNRE com os seus imóveis e recebem em contrapartida Unidades de Participação, que geram rendimento anual. Não têm de alienar, necessariamente, os seus direitos sobre os imóveis, já que podem permanecer com a titularidade maioritária de subfundos que os integram, acrescenta ainda a Lusa.

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