
Aquela que é a primeira aquisição de imóveis de luxo em Portugal paga em criptomoedas ocorreu na Madeira. Trata-se de duas casas de luxo promovidas pela Prometheus Internacional que, juntas, custaram 4,1 milhões de euros.
Estas duas casas de luxo estão ainda em construção e fazem parte de dois empreendimentos que o promotor internacional está a desenvolver na Madeira: o Aurora, situado na Calheta, que dispõe de um total de seis casas de luxo de tipologia T3; e o Saudade, na Ponta do Sol, que vai entregar três ‘villas’ também T3. Estas casas de luxo têm data prevista de entrega em 2022 e, entre outras comodidades, possuem vistas para o mar, piscina, jacuzzi, biblioteca, jardim e garagem.

O acordo de aquisição destas duas ‘villas’ foi fechado em agosto e, segundo revela a Prometheus em comunicado, o pagamento foi efetuado com a criptomoeda Cardano. Segundo a empresa, foram desenvolvidos novos protocolos que permitem a integração desta nova área de mercado a nível interno para, assim, concluir a transação em euros e torná-la compatível com as leis europeias. Já a nacionalidade dos compradores não foi revelada.
Aos novos proprietários vai ser disponibilizada, através da tecnologia blockchain, um serviço que permite a revenda das casas de luxo com apenas um clique, dizem ainda. E para isso seja possível “a Prometheus garantirá que as transferências e os registos de propriedade estejam em conformidade com toda a legislação aplicável, até que os governos adotem a tecnologia blockchain nos seus processos”, lê-se no documento.

Mais casas de luxo na Madeira
Além destes dois projetos que estão a ser desenvolvidos na Madeira, a Prometheus tem em carteira outros três: o Interestelar, Éxplorean e Valhalla, também situados na Calheta.
Estes projetos residenciais têm “um nível de execução e acabamento sem paralelo na região”, afirmou Priyesh Patel, CEO da Prometheus, citado no documento. Os projetos Aurora e Interestelar, na Calheta, e o projeto Saudade, na Ponta do Sol, têm entrega prevista para 2022, num valor total superior a 15 milhões de euros. E para eles a empresa afirma já ter “vários compradores interessados” sem, contudo, avançar mais detalhes.
A Prometheus centra atualmente a sua atividade em Portugal na Madeira e propõe-se a entregar casas com funcionalidades “smart home”, mobilidades e prontas a habitar. “O cliente entra na sua casa pela primeira vez como se estivesse a entrar num hotel de luxo”, comentou ainda o CEO da Prometheus.

Novo projeto aplica blockchain ao imobiliário
Além dos projetos que tem em desenvolvimento, a promotora internacional está a trabalhar no projeto Royal Blockhouse, que diz ser “pioneiro” em Portugal e no mundo imobiliário.
Trata-se de um “conjunto de vivendas internacionais de luxo, projetadas por arquitetos da Prometheus (…) que estarão disponíveis em locais idílicos em todo o mundo dentro de um mês, estabelecendo um novo padrão dentro do espaço de desenvolvimento imobiliário internacional para imóveis de luxo”, explicam no documento.
Desta forma, as casas vão ser “totalmente geridas na blockchain” e os investidores “poderão adquirir propriedades de luxo em grupo e ganhar dinheiro com as rendas”.

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