Ex-Fábrica da Feiteira em Gaia vai receber novo projeto residencial

Autarquia vai lançar novo concurso público para construir moradias para famílias ciganas em terreno concedido pela família Amorim.
casas novas em Gaia
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Lusa
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A Câmara de Gaia, dentro da sua estratégia habitacional para o município, vai lançar um novo concurso público para transformar a antiga Fábrica de Madeiras da Feiteira em moradias para famílias de etnia cigana, depois de as propostas apresentadas terem preços superiores ao estabelecido, disse esta segunda-feira, dia 21 de fevereiro, o vice-presidente.

"O nosso objetivo é dentro de um mês lançar o novo concurso público", referiu Patrocínio Azevedo aos jornalistas, no final da reunião do executivo municipal, a propósito do projeto residencial para a antiga Fábrica de Madeiras da Feiteira.

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O autarca explicou que o preço base da empreitada é de 3,5 milhões de euros, mas as propostas apresentadas ultrapassaram este valor em perto de dois milhões de euros, tendo a mais baixa sido de 5,1 milhões de euros, razão que motivou um novo concurso.

"O mercado não se mostrou recetivo a fazer a obra por aquele valor, o que poderá estar relacionado com a falta de mão de obra ou matérias-primas das empresas", considerou.

Por isso, acrescentou, a obra será agora reequacionada, motivo pelo qual sofrerá atrasos.

Moradias novas em Gaia construídas em terreno cedido pela família Amorim

A empreitada visa transformar a antiga Fábrica de Madeiras da Feiteira em cerca de 33 fogos de habitação e equipamentos exclusivamente dedicados às famílias de etnia cigana que vivem em Grijó, nas margens da Autoestrada 1 (A1), explicou.

"Não é habitação social, mas sim um espaço dedicado e pensado para aquela comunidade", reforçou o autarca.

Além das moradias novas, existirá um conjunto de equipamentos dedicados à formação ou ao desenvolvimento de projetos sociais, salientou.

Este projeto vai nascer num terreno "cedido gratuitamente" pela família Amorim, cabendo à autarquia comparticipar com 20% dos custos totais da obra financiada ao abrigo do Plano Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU).

1 Comentários:

Henrique Caetano
22 Fevereiro 2022, 23:09

Financiar criminosos e vândalos

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