Os mercados imobiliários globais estão a recuar após anos de aumentos constantes. Os preços das casas em dois terços das economias analisadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) registaram quedas em termos trimestrais. E noutros 15 países os preços das casas continuaram a subir, não havendo dados concretos sobre Portugal.
Em Espanha, por exemplo, constata-se que os preços das casas caíram apenas 0,3%, ao contrário do que aconteceu na Dinamarca e na Nova Zelândia, que registaram quedas trimestrais superiores a 5%.
Esta tendência de recuo dos preços das casas à venda é acompanhada por um aumento dos custos do crédito habitação. “Fenómenos” que refletem como os mercados imobiliários se estão a ajustar aos constantes aumentos das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) – a taxa de juro diretora já está nos 3,5% –, numa tentativa de conter a escalada da inflação.
As taxas de juro diretoras subiram, em média, quatro pontos percentuais nas principais economias mundiais, para níveis semelhantes aos verificados na anterior crise financeira. Taxas essas que desempenham um papel fundamental, por exemplo, na evolução do preço das casas.
“Existe uma regra prática, baseada em evidências de vários países, em que cada aumento de um ponto percentual nas taxas de juros reduz a taxa de crescimento dos preços da habitação em aproximadamente dois pontos percentuais”, destacam os especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI).
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