Despesas das famílias a crescer – mas a um ritmo mais lento

Gastos dos agregados cresceram 0,9% no terceiro trimestre face ao período homólogo, o valor mais baixos dos últimos trimestres.
Despesas das famílias a subir
INE

No terceiro trimestre de 2023, as despesas de consumo final das famílias residentes em Portugal cresceram, em volume, 0,9% face ao mesmo período do ano passado. Trata-se de uma subida homóloga inferior à verificada o segundo trimestre (1,3%) – e nos trimestres anteriores –, segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se da subida mais lenta dos gastos familiares desde o pico da pandemia, no início de 2021.

Segundo o INE, verificou-se, no terceiro trimestre, “um abrandamento da componente de bens duradouros (de 9,4% no segundo trimestre para 3,3%) e uma ligeira aceleração da componente de bens não duradouros e serviços (de 0,4% para 0,6% no terceiro trimestre)”.

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“Em comparação com o segundo trimestre, as despesas de consumo final das famílias residentes aumentaram 0,5% (variação em cadeia de -0,5% no trimestre anterior), observando-se um crescimento de 1,0% da componente de bens não duradouros e serviços (-0,7% no trimestre precedente) e uma diminuição de 3,6% da componente de bens duradouros (+0,9% no segundo trimestre)”, lê-se no boletim do INE.

De acordo com o Jornal de Negócios, que se apoia também em dados do INE, as famílias residentes em Portugal gastaram, entre julho e setembro, 33,4 mil milhões de euros em compras. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o valor corresponde a um aumento real de 286 milhões de euros e é o mais elevado desde o início da série (1996), quando comparado com iguais períodos homólogos.

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