Foram pedidas 4.146 novas licenças de AL em Portugal entre 1 de janeiro e 26 de julho, menos 64% face ao mesmo período de 2023.
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Registos de Alojamento Local em Portugal
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Entre 1 de janeiro e 26 de julho de 2024, foram pedidas 4.146 novas licenças de Alojamento Local (AL) em Portugal, menos 64% face ao mesmo período de 2023. Os dados do Registo Nacional de Estabelecimentos de Alojamento Local (RNAL) mostram, de resto, que é preciso recuar uma década para encontrar um número inferior de novas propriedades registadas nesta linha temporal. 

Segundo o DN/Dinheiro Vivo, que se apoia nos dados do RNAL, o facto de se estarem a verificar muito menos registos de AL no país está relacionado com as restrições ao arrendamento de curta duração, sendo este um negócio que sofreu alterações em 2023 – e gerou muita polémica –, no âmbito do programa Mais Habitação, do anterior Governo.     

“Em 2023 houve um número superior ao que seria normal de registos pela ameaça do travão às novas licenças. Este ano, naturalmente, há um número mais baixo, que, em parte, se justifica por este bloqueio de registos em todo o país”, refere Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), citado pela publicação. 

O mesmo responsável explica, entre outras coisas, que as “pessoas que tinham uma casa na praia ficaram com medo” e que, “apercebendo-se do risco de nos próximos cinco ou dez anos não conseguirem entrar no AL, correram aos registos por cautela”. “Mesmo com os registos feitos, não significa que tenham colocado as propriedades no mercado”, acrescenta.

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