Lisboa no top 30 dos destinos mundiais mais procurados por milionários

Além da capital, Cascais e Quinta do Lago também se destacam no mapa global da riqueza, segundo o Savills HNWI Hotspot Index.
Lisboa
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Cátia Colaço
Cátia Colaço (Colaborador do idealista news)

Portugal está a consolidar a sua posição como referência junto de compradores que valorizam qualidade de vida, segurança e oportunidades de crescimento económico, com um aumento do número de investidores americanos e consolidando-se como um dos destinos preferidos dos brasileiros.

De acordo com o Savills HNWI Hotspot Index, Lisboa (26.º), Cascais (33.º) e Quinta do Lago (43.º) destacam-se no mapa global da riqueza, numa lista liderada pelo Dubai, Nova Iorque, Singapura, Hong Kong e Abu Dhabi, que reúnem condições atraentes para quem quer investir e fazer negócios, beneficiando de segurança jurídica, ensino de elevada qualidade e um estilo de vida apelativo. A cidade do Dubai encontra-se na liderança a nível de oferta de escolas internacionais, enquanto no que respeita à competitividade económica e conectividade é Singapura e Abu Dhabi que se destacam.

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Como fatores essenciais para a escolha de localização destacam-se a oferta de retalho, hospitalidade e cuidados de saúde. Neste sentido, em termos de estilo de vida, é Londres quem ocupa o primeiro lugar mundialmente, graças à sua oferta ímpar em comércio, gastronomia, hotelaria e cultura.

Estes são os resultados do relatório Spotlight on Wealth Trends da Savills, que apresenta uma visão abrangente das preferências em evolução das pessoas com elevado património líquido (HNWI, na sigla inglesa) em todo o mundo. Para chegar a estes relatórios, são analisados cerca de 100 destinos com base nos seguintes critérios: 

  • ambiente de negócios e concentração de riqueza;
  • infraestrutura familiar e custos;
  • planeamento sucessório; estilo de vida; e privacidade. 

O que faz estar Lisboa na rota mundial das capitais de excelência 

A presença da capital portuguesa no top 30 do Savills HNWI Hotspot Index “confirma o reconhecimento internacional da cidade enquanto destino de excelência”, segundo diz Rita Bueri, Head of Residential da Savills Lisboa.

Citada em comunicado, a responsável destaca que “Lisboa alia história, inovação e uma qualidade de vida rara entre as grandes capitais, oferecendo um equilíbrio ímpar entre tradição, modernidade e bem-estar” e que “é, cada vez mais, um ponto de encontro global para quem procura viver, investir e crescer num ambiente seguro e inspirador”.

Já Kelcie Sellers, Associate Director, Savills World Research, sublinha que “os proprietários estão a manter os seus ativos durante mais tempo, com maior enfoque no estilo de vida e não em resultados rápidos”, referindo que “a localização continua a ser determinante”. 

“Trata-se de uma mudança de paradigma semelhante à expansão das viagens aéreas nas décadas de 1960 e 1970, mas hoje impulsionada pelo mundo digital, e não pela acessibilidade económica. Em zonas de resort e costeiras, a proximidade ao mar é um grande atrativo, tal como a privacidade e o espaço. O conceito chave na mão continua a ser a referência, com propriedades totalmente equipadas e prontas a captar o maior interesse”, acrescenta o especialista.

Europa como polo de atração da riqueza

No mapa global da riqueza, o continente europeu mantém-se como um polo de atração, destacando-se as cidades do Mónaco (6.º), Londres (10.º) e Genebra (11.º) nos primeiros três lugares do ranking, enquanto Roma (19.º), Milão (23.º) e Lisboa (26.º) surgem como destinos em ascensão, beneficiando da qualidade de vida e de regimes fiscais favoráveis.

Por sua vez, na região Ásia-Pacífico, a conectividade, concentração económica e oferta de luxo colocam as cidades de Pequim (14.º), Xangai (16.º), Banguecoque (17.º) e Tóquio (24.º) no top 30. Logo depois desse top, cidades como Sydney (34.º), Kuala Lumpur (35.º) e Seul (38.º) destacam-se no aumento de pessoas com elevado património, dado o crescimento económico significativo da região.

Milionários valorizam proximidade de zonas urbanas

Rumando ao continente americano, mais de metade das localizações norte-americanas que integram a análise entram no top 30, destacando-se Nova Iorque (2.º), Los Angeles (7.º), Miami (8.º), São Francisco (12.º), Malibu (21.º) e Palm Beach (30.º), seguindo-se The Hamptons (31.º) e Monterey (41.º), o que demonstra que os HNWI valorizam a proximidade a zonas urbanas, mesmo quando tentam afastar-se dos grandes centros.

Este relatório da Savills revela ainda que a riqueza está também presente em destinos rurais de montanha, destacando a Toscânia (22.º), Jackson (28.º), Aspen (9.º) e Zermatt (15.º), vistos como retiros e bases permanentes.

“O novo mapa da riqueza é mais fluido, descentralizado e distribuído globalmente do que nunca. Onde talento e capital convergem, a riqueza acompanha. Nesta nova era, o próximo hotspot será determinado menos pelo legado e mais pela agilidade, visão e capacidade de atrair os mais globais”, conclui Kelcie Sellers.

Gráfico
Savills

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