Linha que liga São Bento à Casa da Música só abre após exigentes ensaios de segurança e certificação.
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Metro do Porto
Barcex, CC BY-SA 3.0 Creative commons
Lusa
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A Linha Rosa do Metro do Porto, que ligará São Bento à Casa da Música, estará operacional até março de 2027, apesar da empreitada ser concluída ainda este ano, anunciou esta terça-feira, dia 20 de janeiro de 2026, o presidente da empresa, Emídio Gomes.

“As exigências regulamentares de segurança e de certificação, (…) e todos os ensaios de segurança obrigatórios fazem com que, estando a linha pronta antes do final do ano, ela só esteja disponível para utilização comercial e pela população até final do primeiro trimestre de 2027”, revelou Emídio Gomes.

O presidente da empresa de transportes falava com os jornalistas no final de uma reunião de trabalho com o executivo da Câmara do Porto, que teve lugar esta tarde nos Paços do Concelho, e classificou a derrapagem do prazo como não sendo “uma grande notícia”.

A entrada em funcionamento da Linha Rosa do Metro do Porto chegou a estar prevista para 2024 e o seu prazo foi sendo consecutivamente adiado.

“Nós assumimos que a linha estará disponível para a população até março de 2027, o que significa que ela esteve seis anos em construção”, acrescentou.

Emídio Gomes assumiu que “houve circunstâncias que justificam parte do que aconteceu”, exemplificando com “os gravíssimos e imponderáveis construtivos no troço entre a rotunda da Boavista [Praça de Mouzinho de Albuquerque] e a Praça da Galiza”.

Entre o valor final da empreitada – “300 e poucos milhões” – e os trabalhos adicionais, o valor global final desta obra vai ascender a 420 milhões de euros.

Em causa está uma linha cujo percurso é totalmente subterrâneo entre São Bento e a Casa da Música, no Porto, incluindo as estações intermédias de Hospital de Santo António e Galiza, bem como um ramal de ligação ao tronco comum que, após vários atrasos, estava previsto estar pronto no primeiro trimestre deste ano.

Pelo Partido Socialista, o vereador Manuel Pizarro elogiou que esteja de volta o “diálogo aberto, transparente e rigoroso” entre a autarquia e a Metro do Porto e revelou que a empresa de transportes se comprometeu a lançar “o mais rapidamente possível” um concurso para a construção de um elevador que ligue a futura estação da Praça da Galiza ao Centro Materno-Infantil do Norte.

Já o vereador único do Chega, Miguel Corte-Real, que solicitou esta reunião para falar do projeto do metrobus, mostrou-se “confiante” nos prazos dados pela administração da Metro para a entrada em funcionamento da Linha Rosa.

“Tem de se dar o benefício da dúvida a esta administração. Não estou contente com o que nos disseram, mas estou contente por nos terem dito alguma coisa e por terem criado um compromisso”, afirmou.

O presidente do município, Pedro Duarte, saudou o “relacionamento completamente distinto” entre o novo executivo e a nova administração da Metro, mas garantiu que estará “muito vigilante”, já que “a cidade não tolera mais atrasos”.

A 9 de janeiro, Emídio Gomes comprometeu-se a solucionar todos os impedimentos à superfície relativos à obra desta linha até ao São João, a 24 de junho.

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